Yellow Sounds #57 – Bat Out Of Hell (1977)

“What? Meat Loaf again?”. Sim, Meat Loaf de novo!

Meat Loaf

Eu não poderia ter encontrado álbum melhor para encerrar o mês do terror da Yellow Sounds. Nossa redação esteve em polvorosa em razão do lançamento do especial da FOX para The Rocky Horror Picture Show, o que rendeu até um PontoCast extra. Bat Out Of Hell é um álbum de Meat Loaf e se isso bastou para você entender o porquê da minha alegria, parabéns e junte-se a nós!

Se não bastou, explico: The Rocky Horror é um musical de comédia-terror clássico. Em sua versão original (1975) – que foi homenageada recentemente – Meat Loaf interpreta Eddie, que é também um roqueiro.

Meat Loaf

Aqui, a vida imita a arte da melhor forma possível. Bat Out Of Hell está em nossa lista-guia dos “1001 discos para ouvir antes de morrer”, é um dos álbuns mais influentes de todos os tempos e, um bônus para os fãs, resgata TRPS também pela sonoridade. Além da voz do próprio Meat Loaf, conta com backing vocals – destaque para Ellen Foley – saxofone, piano e uma animação similar.

São apenas sete faixas, ainda que um pouco longas, sobretudo para quem buscava destaque no rádio. Por outro lado, são até curtas, se tomarmos por base aquilo que é comum no rock progressivo. A de abertura é a homônima Bat Out Of Hell que, embora não tinha tido o sucesso comercial esperado para um single à época, se tornou uma das faixas icônicas da carreira de Meat Loaf, sendo tradicionalmente escolhida para o encerramento de seus shows.

You Took The Words Right Out of My Mouth (Hot Summer Night), All Revved Up with No Place to Go e Paradise By the Dashboard Light, todas com a participação de Foley, são meus maiores destaques do álbum. Isso por serem empolgantes e marcantes, capazes de fazer de Bat Out Of Hell interessante para fãs de diferentes estilos musicais.

Essas músicas ilustram bem a proposta do álbum, um projeto do produtor Todd Rundgren e do compositor Jim Steinman. Jim queria poder apresentar algo que refletisse seu gosto pela música teatral. À época, Meat Loaf já havia aparecido com Eddie e participado em diversas peças da Broadway. Vale mencionar que, The Rocy Horror é uma adaptação de uma peça de teatro.

De início e por muito tempo, apenas os três acreditaram no futuro desse projeto. Demorou cinco anos para que Bat Out of Hell fosse finalizado e aceito por alguma gravadora. Finalmente lançado, recebeu críticas mistas e não se tornou um sucesso comercial de cara. Demorou um pouco para que as pessoas entendessem e apreciassem o álbum inicialmente visto como fora de contexto.

Como todo bom musical, além das contagiantes faixas supracitadas, Bat Out of Hell traz canções mais lentas e suaves como Two Out of Three Ain’t Bad e a bela love-ballad Heaven Can Wait. E por último está For Crying Out Loud que não figura entre as minhas favoritas, mas é um bom desfecho, sobretudo quando se sabe dessa teatralidade do álbum.

Ainda que atribuído somente à Meat Loaf, Jim Steinman merece dividir os créditos por essa obra. Um sucesso tão grande que fez com que a dupla repetir a parceria para Bat Out of Hell II: Back into Hell (1993). E, posteriormente, para um projeto “solo” de Meat Loaf Bat Out of Hell III: The Monster is Loose (2005) – que rendeu até uma disputa judicial com Steinman. História pra outra hora…

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lrmatta

Lari Reis é um ser de outro planeta que acredita que se transformará em purpurina roxa quando morrer. Até lá, passa o tempo tentando aprender algo sobre música.