Yellow Sounds #40 – Bad (1987)

Just to tell you once again. Who’s bad?

bad capa

Em poucos dias, o mundo se lembrará, mais uma vez, do dia em que Michael Jackson nos deixou e eu simplesmente não poderia deixar passar batido ♥

São três os seus títulos em nossa lista-guia dos “1001 discos para ouvir antes de morrer”. Já mundialmente famoso com o Jackson 5, o ainda-não Rei do Pop enfrentou a necessidade de trocar de gravadora em busca de mais liberdade para compor as próprias músicas. Logo gravou Off The Wall (1979), seu primeiro álbum já “adulto” (20 anos ainda é criança, né?) em carreira solo. Na sequência, veio o aclamado Thriller (1982), seu maior sucesso comercial até hoje.

Bad foi lançado na sequência, em 87, e eu não estava lá. Para ser bem clara, eu não estava nem neste planeta ainda. Vendo daqui, as críticas que o álbum recebeu mostraram que quando se dá a mão, te pedem o braço mesmo. Houve quem achasse que Michael não tinha ousado o bastante para corresponder aos dois álbuns anteriores, ficando aquém das expectativas.  Parece que não dá para entregar Off The Wall e Thriller ao público e depois aparecer com Bad, dá?

Dá sim! Para os fãs, Bad foi bom o suficiente para bater novos recordes de venda e levar Michael para a primeira turnê mundial da carreira solo.

Ao todo, MJ escreveu cerca de 60 músicas para o álbum; 11 foram lançadas e, dessas, apenas duas não são dele: Just Good Friends (com Stevie Wonder) e Man In The Mirror. Ambas fazem parte da minha lista de favoritas. Curiosamente, a primeira foi a única faixa do álbum a não ser lançada como single!

I Can’t Stop Loving You é um dueto para o qual Barbra Streisand e Whitney Houston foram convidadas e recusaram. A novata Siedah Garrett tomou o lugar e eu me pergunto o que as duas veteranas pensaram disso pouco tempo depois…

Quem também recusou participar do álbum foi Prince. Para a poderosa Bad, que dá nome a abre o álbum, Michael queria uma parceria com o outro ícone do pop, numa tentativa de explorar uma suposta (?) rivalidade entre eles. Não rolou. Teria sido diferente se Michael já fosse o Rei?

Fechando minhas favoritas estão Dirty Diana, que vem também para registrar as temáticas inusitadas de algumas das faixas do álbum, e Leave Me Alone que, por pouco, não ficou de fora, sendo incluída para o lançamento de Bad em CD.

Aliás, terminar esse post com uma faixa que diz “me deixe em paz” é uma boa mensagem subliminar para o momento que mais uma vez cerca o nome de Michael Jackson, não é mesmo? 😉

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Leia Também:

Nossa outra coluna musical, Te (Re)Apresento.

A última Yellow Sounds, com Gorillaz.

Um filme com músicas icônicas, em “Embalos de Sábado à Noite”.

 

 

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lrmatta

Lari Reis é um ser de outro planeta que acredita que se transformará em purpurina roxa quando morrer. Até lá, passa o tempo tentando aprender algo sobre música.