Yellow Sounds #4 – (What’s the Story) Morning Glory (1995)

Fala comigo, gente bonita! “What’s the story?” Chegou a aguardada quinta-feira, dia de recomendar aqui mais um dos álbuns que todos precisamos ouvir antes de morrer. A escolha dessa semana foi feita pensando no aniversário de (What’s the story) Morning Glory?, do Oasis, que completa 20 aninhos amanhã!

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Antes de escrever sobre um álbum, eu sempre o escuto de novo (ou pela primeira vez, se for o caso) algumas vezes. Morning Glory tocou por aqui repetidas vezes ao longo dos últimos dias e quase não saiu do repeat porque é mesmo uma obra-prima. E foi ai que eu cheguei, mais uma vez, a uma breve reflexão-constatação-whatever sobre a delícia que é ouvir um álbum inteiro, na sequência certinha e, de preferência, sem interrupções.

Vocês provavelmente já se acostumaram e sabem tirar proveito desse universo digital que possibilita que a gente troque de música, álbum e artista mais rápido do que a duração de um novo boato de reunião dos irmãos Gallagher. E isso tudo é uma delícia sim. Foi por necessidade (por causa do Yellow) que eu voltei a ouvir álbuns inteiros com mais frequência e redescobri um prazer.

Álbuns são muito bem pensados e elaborados, seja para contar uma história ou para ter a sequência mais agradável e viciante possível. Morning Glory, produzido no auge do britpop não foge a essa regra e, por isso, #ficadica pra que vocês o ouçam inteirinho.

WTSMG é o segundo LP da banda, lançado quando os caras ainda colhiam os frutos de Definitely Maybe (1994). Veio como possibilidade – e assim se concretizou – de afirmação dos irmãos britânicos como grandes nomes do cenário mundial. Além de alcançar o topo das paradas de sucesso, o álbum nos rendeu hinos como Wonderwall, Champagne Supernova e a minha favorita Don’t Look Back In Anger. Por falar nessa música, é de meu conhecimento até agora que ninguém sabe quem é Sally, nem mesmo o Noel. Mas ela é irmã da Lyla. Isso ainda intriga alguém?

sally

Gosto da ideia de que o Oasis surgiu e se solidificou num momento em que universo musical carecia de novidades após a pseudo morte do grunge. Assim sendo, eles e outros figurões do britpop apareceram maybe como um novo começo, uma luz, um novo caminho ou qualquer outra definição nesse sentido.  E, sem dúvida, WTSMG teve papel crucial nessa história.

oasis

Além de ser um dos principais responsáveis por garantir ao Oasis o status de uma das melhores bandas de seu tempo, é também o álbum de maior sucesso do grupo e é, definitivamente, um must-hear que seria recomendado por mim – com toda a minha credibilidade rs – mesmo que não aparecesse na listagem dos “1001 álbuns que você precisa ouvir antes de morrer”.

Não fossem as brigas e polêmicas (e a separação, obviamente), Oasis poderia ser uma das maiores bandas em atividade. Vida que segue para todos, quer criemos ou não esperanças a cada novo boato de reunião de Liam e Noel.

Links relevantes:

Nosso podcast, o PontoCast, debate Oasis.

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Lari Reis é jornalista, social media e viciada em música. Você pode (e deve) ver seus outros textos sobre música no seu longevo site Yellow Ever Shine e aqui no PontoJão semanalmente na coluna Yellow Sounds.

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Lari Reis é um ser de outro planeta que acredita que se transformará em purpurina roxa quando morrer. Até lá, passa o tempo tentando aprender algo sobre música.