Yellow Sounds #32 – Daydream Nation (1988)

Uma homenagem à Garota da Banda!

daydream

Hoje é aniversário da Kim Gordon (palmas)! Fosse diferente o propósito desta coluna, poderia dedicar um post inteiro à ela, mesmo que nossa relação seja recente. A homenagem se dará de forma justa mesmo que nos mantenhamos apenas no lado Sonic Youth da história.

Não são poucos os álbuns da banda a figurar na lista-guia dos “1001 discos para ouvir antes de morrer”. Ouço pouco Sonic Youth e tentei fugir do lugar-comum para trazer a banda para cá, mas não deu. Ouvi um pouco de um álbum aqui, um pouco de outro ali e nada me deixou inspirada o bastante para escrever como Daydream Nation, masterpiece dessa turma. (Goo quase foi o escolhido, e Rather Ripped seria candidato, caso estivesse na lista.)

Desconheço a relação que as pessoas – vocês, leitores – têm com Sonic Youth hoje, mas a importância da banda não pode passar batida. No início dos anos 1980, eles deram cara nova ao cenário do rock alternativo e se tornaram influência para muita gente. Particularmente, me interessa dizer que foi Thurston Moore (guitarrista e vocal) que ajudou o Nirvana com a Geffen Records – a que se tornou responsável pelo Nevermind. Certamente, não dá pra eu mostrar outras conexões aqui ou a gente se perde de Daydream Nation. Espero que o álbum seja ponto de partida para aqueles que não conhecem a banda, então!

Essa obra prima é o quinto trabalho de estúdio do Sonic Youth, o último álbum lançado antes que conseguissem uma grande gravadora. É o responsável por consolidar a banda como proeminente do som alternativo também fora dos Estados Unidos.

É nesse álbum que aparece Teenage Riot, uma das músicas mais conhecidas da banda. Geralmente, eu cito aquelas que gosto mais. Dessa vez, em homenagem à Kim, vou fazer um pouco diferente e falar das músicas que ela escreveu e faz o vocal. Se você é totalmente novo aqui, saiba que, na banda, Moore, Kim e Ranaldo cantam.

kim g

A primeira que aparece é The Spaw, seguida de ‘Cross The Breeze, algumas das músicas de sete minutos do álbum. E ai vale citar que o Sonic Youth nos oferece momentos puramente instrumentais que são ótimos. Não duvidem e se joguem! Às vezes, esse instrumental ajuda a compor a música, por assim dizer, e às vezes ele basicamente é a música.

Dessas, pulamos para Kissability, mais para o final do álbum. É mais curtinha e mais vocal. Gosto de destacar que a música me traz o efeito de um trecho de sua letra: “drive me crazy“. Ouçam e entendam 🙂

Para fechar e coroar a parceria Kim e Moore, que definiu tantas coisas na história da banda (inclusive seu fim), temos a trilogia – sim, uma faixa dividida em a, b e z – Trilogy. Ou A) the Wonder, B) Hyperstatio e Z) Eliminator, Jr. Fico em dúvida qual parte gosto mais. Vale dizer que Kim assume os vocais apenas da última. E que, talvez, essa trilogia baste para quem busca apenas uma noção geral do que é esse álbum. #FicaDica!

Aperta o play e Happy Birthday, Kim!

OBS.: Sobre o Garota da Banda, ou Girl in a Band: esse é o nome da autobiografia lançada pela multi talentosa Kim, no final do ano passado.

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Leia Também:

A música citada, “Tennage Riot“, está na trilha do filme (e do nosso podcast sobre) “As Vantagens de Ser Invisível”.

O Jão também fez um texto sobre a proposta do filme e suas ramificações para nós.

Aproveita que você já está aqui e leia a última Yellow Sounds, sobre “A Night at the Opera”, do Queen.

 

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lrmatta

Lari Reis é um ser de outro planeta que acredita que se transformará em purpurina roxa quando morrer. Até lá, passa o tempo tentando aprender algo sobre música.