Yellow Sounds #3 – Frank (2003)

Fala moçada! Espero que vocês já saibam que neste fim de semana o documentário sobre a digníssima Amy Winehouse chega aos cinemas brasileiros. Por isso, juntando uma coisa na outra, fui lá na nossa listinha dos 1001 discos para ouvir antes de morrer e descobri que a moça realizou o feito de ter todos os seus álbuns de estúdio recomendados por lá.

Amy_Winehouse_-_FrankPara quem ainda não sabe, 1001 discos para ouvir antes de morrer é um livro compilado por mais de 90 jornalistas e críticos de música do mundo todo e fonte que alimenta essa coluna. Sendo assim, temos muito, muito assunto pela frente. Vida longa ao PontoJão!

Vamos lá… Inicialmente, bateu uma dúvida sobre qual dos dois álbuns de Amy eu deveria trazer aqui agora. Sem dúvida, Back to Black traz as canções mais famosas e, por isso, é uma delícia de ouvir. Acabei, porém, optando por Frank, que foi lançado primeiro, quando a cantora ainda não enfrentava problemas com álcool, drogas e nem com o showbiz.

Amy não acreditava que seria famosa e nunca soube lidar bem com a exposição. Em 2003, quando Frank saiu, ela tinha apenas 20 anos. Talvez estivesse experimentando desilusões amorosas que serviram de inspiração para algumas canções. Ainda assim, Frank é um retrato de uma Amy feliz, jovem e saudável física e mentalmente. Uma imagem que, certamente, foi esquecida por muitos após tantas polêmicas.

amy felizMuito do que Amy foi – aquela imagem que temos em mente – já estava presente nesse primeiro álbum. Sua irreverência, honestidade e essência. Para mim, sempre esteve claro que Amy era uma old soul (uma “alma velha”) e ela expressava isso muito bem através de seu estilo musical e visual (vestimenta, composição dos clipes e shows, etc).

Oficialmente, Frank teve quatro singles, mas, na prática foram seis porque tivemos dobradinhas. Stronger Than Me foi o primeiro e, em seguida, veio Take The Box que retrata o sonho de se tornar cantora. Amy se via como “uma garota que canta” para se expressar e era isso, e apenas isso, o que ela buscava.

Na sequência, vieram In My Bed /You Sent Me Flying e, das duas, a segunda é minha preferida Eu tenho isso de valorizar cantores que compõem suas próprias músicas e, dito isso, achei curioso que só tenha descoberto agora que In My Bed não foi composta* por Amy. Além dessa, apenas Moody’s Mood for Love/Teo Licks não esse dedo da moça.

Para fechar, a dobradinha Pumps/Help Yourself. Vale dizer que “Pumps” na verdade é Fuck Me Pumps, minha favorita de Frank. Uma dessas músicas que me fez pegar a letra e ouvir acompanhando, para aprender mais rápido. É nela que podemos ouvir um pouco da irreverência de Amy e nos divertir com seu humor ácido, característico dos britânicos.

E se depois de ouvir o álbum vocês sentirem vontade de assistir o documentário Amy, ele chega em terras tupiniquins nos dias 26 e 29 de setembro, em parceria com o Cinemark. Já estão rolando as vendas antecipadas e é legal consultar (aqui) os cinemas participantes e os valores, que são diferentes de uma sessão normal! Veja abaixo o trailer do documentário.

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Lari Reis é jornalista, social media e viciada em música. Você pode (e deve) ver seus outros textos sobre música no seu longevo site Yellow Ever Shine e aqui no PontoJão semanalmente na coluna Yellow Sounds.

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Lari Reis é um ser de outro planeta que acredita que se transformará em purpurina roxa quando morrer. Até lá, passa o tempo tentando aprender algo sobre música.