Yellow Sounds #28 – Back In Black (1980)

Não há Axl Rose a mudar o que AC/DC colocou na história…

back capa

O AC/DC sempre esteve entre as bandas mais comentadas das rodinhas nos tempos da adolescência. Dessas que, mesmo que a gente não soubesse falar com propriedade, poderia facilmente acenar com a cabeça, concordando, quando alguém dizia ser uma das melhores bandas de todos os tempos.

Foi assim que eu aprendi a respeitar e reconhecer a grandeza do AC/DC, sem nem saber quais músicas os caras tocavam, além de Highway To Hell e Back In Black. É claro que, com o tempo, o interesse me levou adiante.

Fora a já citada Highway To Hell (a música mesmo, não o álbum), eu conheci a banda a partir de Brian Johnson e demorei até voltar ao embrião e tudo o que foi produzido ainda com Bon Scott. Demorei a dar atenção à T.N.T e Let There Be Rock. Conto isso apenas para justificar minha escolha de álbum por Black In Black e não por Highway, ambos na lista-guia dos “1001 discos para ouvir antes de morrer”.

Recentemente, começamos a ser ameaçados – sim, entendo isso como uma ameaça e os contrários e fãs do cara que me perdoem – com a possibilidade da banda (ou Angus Young e todos os substitutos) sair em turnê com Axl Rose como vocalista. Há dias, estou esperando que alguém apareça para desmentir isso. Quer aconteça, quer não, decidi não esquentar a cabeça e me voltar para o que realmente terá destaque na história: os sucessos dos tempos áureos do AC/DC.

Há muitas razões para se falar de Back In Black, mas o que mais me chama a atenção são as circunstâncias. Highway To Hell veio primeiro e havia sido o maior sucesso da banda até então. Foi o último com Scott e a perda do bandmate fez com que os demais cogitassem um fim. Trocar de vocalista não é fácil. Outras bandas já passaram por isso e sobreviveram, mas talvez nenhuma tenha superado tão bem esse trauma como o AC/DC.

Back In Black é o álbum de rock mais vendido de todos os tempos. À época do lançamento, puxou consigo predecessores de volta para as paradas de sucesso. O AC/DC entendeu que estava mais forte do que nunca e o mundo todo pode compreender isso.

A música que leva o mesmo nome do álbum é o single mais conhecido. Estava lá, dentre as que eu já cantava quando mal sabia quem era o cara de bermudas no palco. Além dela, foram lançadas Hells Bells, outra famosa e que abre lindamente o álbum, Rock and Roll Ain’t Noise Pollution e You Shook Me All Night Long, minha favorita (no momento).

Para encerrar – até porque, já citei metade das músicas do álbum -, um destaque para Shoot To Trill, em uma singela homenagem aos fãs de Homem de Ferro:

Talvez, as especulações em torno do futuro do AC/DC deixem muitos fãs apreensivos. O que eu quis, com esse post, foi lembrar aquilo que seremos incapazes de esquecer. O que entrou para história não sai dela jamais.

***

Leia Também:

A última Yellow Sounds, “Kid A” (2000).

Outra coluna do PontoJão, Transversal #13 – Sendo Outro (ou “Hometown Glory”).

Outro Yellow Sounds de bom rock, Yellow Sounds #9 – Ten (1991).

________________________________________________________________________________________

Lari Reis é jornalista, social media e viciada em música. Você pode (e deve) ver seus outros textos sobre música no seu longevo site Yellow Ever Shine e aqui no PontoJão semanalmente na coluna Yellow Sounds.

The following two tabs change content below.

lrmatta

Lari Reis é um ser de outro planeta que acredita que se transformará em purpurina roxa quando morrer. Até lá, passa o tempo tentando aprender algo sobre música.