Yellow Sounds #26 – Technique (1989)

Aquilo o que veio antes de “Singularity”

technique

Se você não entendeu a chamada desse post, não pare agora. Está tudo bem, mesmo! Singularity é faixa do último álbum do New Order, o Music Complete, lançado em setembro passado. Recentemente, ocorreu o lançamento do clipe e, ainda mais recentemente, a banda fez uma apresentação ao vivo e é esse acontecimento que nos traz até aqui.

Não é nada comum eu colocar New Order para tocar. O lado mais eletrônico, característico do som deles nem sempre me atrai e, por isso, mantenho (ou mantinha) certa distância. Mas essa apresentação da música “nova” acabou atraindo minha atenção e eu achei que deveria conhecer melhor o som dos caras.

Isso de sair da zona de conforto é uma das coisas maravilhosas que escrever sobre música me impulsiona a fazer. Meu objetivo era descobrir se a banda teria algo que pudesse render uma indicação aqui na coluna e… Bingo! Nem seria necessário dizer que acabei me surpreendendo, né?!

Comecei por Low-life (1985) tanto por ter sido lançado primeiro quanto por ser considerado o marco da transição do pós-punk para algo chamado de dance rock. Pensei que seria ali que encontraria um som que não extrapolaria os limites da minha relação com as influências eletrônicas. Não estava de todo errada, porém, esse tipo de tecnologia e som digitais costuma me agradar mais quando ligada ao pop e não ao rock.

E foi ai que cheguei à Technique. O tal do dance rock ainda está presente, mas esse é sim um álbum mais leve e com uma pegada mais pop. E isso não agradou só a mim. O quinto LP da banda foi o primeiro a levá-los ao topo das paradas britânicas.

Parte da responsabilidade por isso é dos singles Fine Time, Round & Round e Run. Mesmo sabendo que isso não é regra, sempre fico na expectativa de que as músicas escolhidas para divulgação do álbum sejam as melhores. Seria difícil contrapor totalmente essa ideia, visto que Techinque foi, como um todo, uma surpresa realmente agradável. Mas, minhas favoritas foram mesmo  All The Way e Love Less.  A verdade é que há sempre tesouros escondidos dos holofotes que rondam os singles 😉

E antes que eu siga com mais filosofias baratas, encerro esse post dizendo que minha pequena viagem ao passado do New Order valeu a pena. Agora, é a vez de vocês contarem pra mim qual banda/artista os levaram para fora da zona de conforto, te deixando felizes com isso. E ai?

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Lari Reis é jornalista, social media e viciada em música. Você pode (e deve) ver seus outros textos sobre música no seu longevo site Yellow Ever Shine e aqui no PontoJão semanalmente na coluna Yellow Sounds.

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Lari Reis é um ser de outro planeta que acredita que se transformará em purpurina roxa quando morrer. Até lá, passa o tempo tentando aprender algo sobre música.