Yellow Sounds #25 – Parallel Lines (1978)

“O grupo liderado por Debbie Harry mudou a maneira da mulher ser notada no rock a partir da década de 1980”

capa blondie

Sim, eu cheguei à Blondie para a coluna desta semana em função de algumas postagens do Dia Internacional da Mulher, destacando mulheres relevantes na história da música. A opção pela banda liderada por Debbie Harry foi completamente pessoal, pensando em dividir com vocês não apenas um álbum da lista dos “1001 discos para ouvir antes de morrer”, mas, também, algo que tenho escutado com mais frequência atualmente.

Pioneira do new wave e punk, em meados dos anos 1970, Blondie só saiu de vez da cena undeground americana a partir do lançamento de Parallel Lines, seu terceiro álbum de estúdio.

Se você ainda não conhece o som da banda e esse álbum, em particular, vale a dica para não ouvir esperando um punk com p maiúsculo (?). O som disco, eletrônico e pop do new wave está presente da primeira à última faixa. Talvez um pouco menos em Fade Away.

A melhor forma de saber o que esperar de Parallel Lines é se lembrar de Heart Of Glass. A canção é a mais famosa da banda, teve seu sucesso devidamente reconhecido e pode ser encontrada nas playlists de festinhas por ai (bailes, casamentos, etc).

Outra bastante conhecida é One Way Or Another. Ambas foram lançadas como singles e co-escritas por Debbie. Ressalto esse detalhe apenas para abrir uma brechinha para falar da importância dela para a banda.

Claro que, sendo a vocalista e única mulher, Debbie estava em posição de destaque. Mas não era só isso. Sua atitude, estilo – com seu cabelo em tons diferentes de loiro – e fotogenia ajudaram a transformá-la num ícone punk. Logo, sua imagem e persona estavam tão atrelados à banda que foi preciso uma campanha, em 1979, para lembrar as pessoas de que “Blondie é um grupo”.

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É fato que a Deborah – como precisou ressaltar naquele momento – sempre foi chamada de Blondie durante sua vida e é justamente daí que surgiu o nome da banda. Pode ser, inclusive, que até hoje as pessoas façam essa associação/confusão.

História e suposição à parte, voltemos à música para que eu possa falar das minhas favoritas do álbum! Uma delas também está entre os singles, a Sunday Girl, I Know But I Don’t Know, e Will Anything Happen?. E, como nenhuma delas foi escrita por Debbie, minhas preferências estão ai para reforçar o fato (óbvio) de que Blondie não é banda de uma pessoa só.

Se você ainda não sabe, estou falando da banda no presente porque eles seguem na ativa. Tiveram, sim, um hiato (do final de 82 até 97), Debbie seguiu carreira solo, mas se reuniram e seguem se apresentando. Eu ia adorar vê-los ao vivo. E você?

 

Leia Também:

A última Yellow Sounds: Yellow Sounds #24 – Dirt (1992)

A Yellow Sounds de outra mulher fantástica: Yellow Sounds #19 -Stories from the City, Stories from the Sea (2000)

E a Yellow Sounds de mais que uma mulher, mas um mito: Yellow Sounds #3 – Frank (2003)

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Lari Reis é jornalista, social media e viciada em música. Você pode (e deve) ver seus outros textos sobre música no seu longevo site Yellow Ever Shine e aqui no PontoJão semanalmente na coluna Yellow Sounds.

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Lari Reis é um ser de outro planeta que acredita que se transformará em purpurina roxa quando morrer. Até lá, passa o tempo tentando aprender algo sobre música.