Yellow Sounds #1 – Nevermind (1991)

“O álbum que mudou a história do Nirvana, mudou a história do grunge e mudou o conceito de ‘alternativo’ no universo musical”

come as you are2Eu queria ter encontrado para este post uma frase renomada que sintetizasse o que Nevermind representou/representa. Acabei fazendo uma eu mesma sabendo (assim espero) que meu julgamento de fã não altera as verdades ditas.

Falar de Nirvana é algo que eu raramente faço, apesar de ser minha-banda-favorita-de-todos-os-tempos-e-pra-sempre-amém. Resolvi estrear minha coluna com Nevermind para fazer bonito e este será, sem dúvida, um post diferenciado dos demais aqui da coluna. Deem valor a isso! 🙂

Nevermind não é meu álbum favorito, mas é, sem dúvida o que revolucionou o mundo de Kurt Cobain e sua banda; o mundo dos jovens revoltados que encontravam paz naquele barulho; o mundo das demais bandas de grunge – inclusive as que vieram antes -, e o mundo musical, com uma nova definição do que era “alternativo”.

Essa nova definição, em específico, se deu a partir lançamento do single Smells Like A Teen Spirit¸ lançado exatamente 24 anos atrás! Essa é também a faixa de abertura de Nevermind, a única escrita por todos os integrantes da banda (Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic) e a música mais famosa dos caras.

Para mim, é simplesmente impossível negar a genialidade nela presente. Mas faço um apelo como fã de carteirinha (de verdade, tenho até registro de Nirvamaníaco): não ouçam Nevermind por causa de Smells Like A Teen Spirit e muito menos se limitem aos clássicos para ouvir qualquer álbum do Nirvana ou de qualquer outra banda/artista a ser citado aqui nessa coluna.

nevermind gifRecomendação dada, vamos seguir falando desse álbum fantástico, que vocês p-r-e-c-i-s-a-m ouvir pelo menos uma vez antes de morrer!

Na sequência de Smells Like A Teen Spirit, temos In Bloom, uma música que, para mim, sempre vai zoar o fã modinha de Nirvana. Aquele que gosta de todas as nossas músicas bonitas, mas que não sabe o que isso significa.

Logo depois, temos Come As You Are que se tornou o hino de toda uma geração (e algumas outras mais) de jovens que buscavam aceitação, de si próprios e dos outros ao redor. Sonoramente, não é tão poderosa quanto Smells Like A Teen Spirit, mas me é mais significativa. Kurt sempre priorizou a melodia, mas está ai, em Come As You Are, uma das mensagens mais bacanas – e literais – que os caras já passaram em uma música.

come as you areDaí, vamos direto para minha parte favorita do álbum que começa em Territoral Pissings que, sim, me faz pular e correr loucamente pela casa. Espero que provoque reação semelhante em vocês! (Acontece o mesmo quando ouço Stay Way).

No meio de todo esse barulho, correria e confusão, temos também faixas mais tranquilas que dão equilíbrio ao álbum, como Drain You, Lounge Act, On A Plane e Something in the way (yeah… uh uhh), que é a mais relax de todas. E como isso aqui é Nirvana, o álbum não ia acabar nesse clima e é ai que entra Endless, Nameless para fazer mais um pouco de barulho.

E para mim, Nirvana é isso: a paz em meio ao caos!

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Lari Reis é jornalista, social media e viciada em música. Você pode (e deve) ver seus outros textos sobre música no seu longevo site Yellow Ever Shine e aqui no PontoJão semanalmente na coluna Yellow Sounds.

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Lari Reis é um ser de outro planeta que acredita que se transformará em purpurina roxa quando morrer. Até lá, passa o tempo tentando aprender algo sobre música.