Universidade Monstros

“Quem não apavora não sai da escola.”

Poster 2

Filme: Universidade Monstros (Monsters University)

Ano: 2013

Diretor: Dan Scanlon

PIPOCAS: 8/10

Não é da onda da Pixar fazer sequências. Bem, não era. Com a rara exceção de Toy Story 2 e 3, a empresa só quebrou sua regra de “sem sequências” em 2011, com (o sofrível) Carros 2. Tomando por base esse histórico – tanto a regra quanto sua (já disse sofrível?) exceção -, seria imaginável que a Pixar ou abandonaria essa tendência ou falharia novamente.

Veio Universidade Monstros que escapou das duas vertentes.

De maneira bem sucinta, Universidade Monstros mostra uma visão do relacionamento entre Mike (Billy Cristal/Sergio Stern) e Sully (John Goodman/Mauro Ramos) durante seus dias na Universidade Monstro – quando eles não eram exatamente os melhores amigos do mundo.

Uma das coisas mais encantadoras de se ver em Monstros S.A. (2001 – sim, já tem 12 anos. Sinta-se velho.) é o universo dos monstros, em como eles lidam com seu cotidiano, e os conceitos que tornam aquele mundo não só diferente, mas mágico: as portas de passagem entre mundos, os gritos como forma de energia e o fato das crianças serem tóxicas.

Em Universidade Monstros, os roteiristas reconhecem isso e se dedicam a expandir esse universo – e não só por questões estéticas e para vender bonequinhos; eles fazem com que toda e qualquer adição ao mundo dos monstros seja essencial para o desenvolvimento da trama, sem parecer forçado.

Os personagens são aprofundados; ao contrário do primeiro longa, que dava uma ligeira preferência para Sully, os criadores da película usaram Mike para puxar a estória – uma decisão acertadíssima, que acrescentou camadas ao personagem. Os personagens secundários também são deliciosos, e é difícil não se perguntar porque Mike e Sully perderam contato com Don, Esquicho, Art e Terry/Terri (por mais óbvia que seja a resposta: eles não existiam).

Terminando a pipoca: Universidade Monstros consegue ir contra todas as expectativas sendo um ótimo filme, e realizando bem o seu trabalho: manter vivo e perfeitamente preservado o legado do primeiro filme, de 12 anos atrás. Consegue, além disso, contar uma ótima e – pasme – profunda estória – o que é mais do que podemos dizer da indústria hollywoodiana como um todo atualmente.

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erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.