Turma da Mônica – Laços (2013)

Anteriormente a Bidu – Caminhos e Astronauta – Magnetar, projetos do Graphic MSP lançados em 2014, foi lançado Turma da Mônica – Laços em 2013, roteirizado e desenhado pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi. Acima de tudo, Laços  é um livro de escolhas muito bem acertadas, pois quem melhor para falar sobre laços afetivos do que um casal de irmãos? E como definir a amizade da turminha se não como uma espécie de irmandade?

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O trabalho foi, literalmente, feito a quatro mãos, tanto o roteiro, quanto a parte gráfica. Os irmãos Cafaggi disseram que nada do que fizeram passou para as páginas do encadernado sem que o outro aprovasse. Os traços e cenários variam entre a linha regular da história e os flash backs. No primeiro; vemos a turminha de maneira diferente como conhecemos, fora do traço cartunístico característico das famosas revistinhas e mais humanizados em suas anatomias, guardando, evidente, suas marcas registradas (a roupa do Cascão, os cinco fios de cabelo do Cebolinha, pro exemplo) – há também um quê de mangá no traço, principalmente nos olhos, excelente para a transmissão das emoções (que não são poucas); nos flash backs, vemos um esfumaçado em tons avermelhados e um cenário mais desconstruído, característicos da retratação de memórias. Gostaria de chamar a atenção para o moicano do Cascão que no passado era um black power invocado, uma forma interessante de pensar no cabelo do menino sujinho.

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O plot é bastante simples (nem teria por que ser diferente). Floquinho, cachorro de cebolinha desapareceu (ou selia “desapaleceu“?) e a turma, solidária, junta-se para procurá-lo. Durante a busca eles vão parar numa floresta, dentro de um parque da cidade, e a partir daí a história se desenvolve com todos aquelas elementos que já conhecemos bem: Mônica demonstrando força, bravura e doçura; Magali comendo; Cebolinha bolando planos mirabolantes (ou selia milabolantes“) e Cascão, seu fiel escudeiro, estragando o plano por causa qualquer coisa que tenha a ver com água, ou banho.

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A sequência da história, na verdade, é uma grande desculpa para lembrar ao leitor da ligação que esses personagens têm um com outro – e isso é feito de maneira muito bonita! (perdão pelo adoçamento do texto, mas não há outra forma de falar de Turma da Mônica). Além disso, o argumento contempla várias homenagens à própria turminha, quando eles nos relembram de vários episódios que viveram (ou seria “vivemos”?) juntos, ou ao Cebolinha nos chamar a atenção para o fato de Mônica, Magali e Cascão perderem os sapatos e estarem sempre “descalços” e até no final Magali aparecer com um vestido verde, que homenageia sua primeira aparição em revistinhas em 1963.

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Enfim, novamente, um esplêndido trabalho da Graphic MSP que agrada a novos e antigos leitores das histórias de Maurício de Souza.    

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