Rumo à Guerra Infinita: Thor (2011) é bonitinho e bem ordinário

Após dois filmes do Homem de Ferro e um do Gigante Esmeralda que não foi tão bem recebido, era hora da Marvel investir e apresentar novos heróis, afinal uma andorinha só não faz verão. Com isso surgiu “Thor”, o filme que além de apresentar o herói que deixou a mulherada alvoraçada, introduziu um elemento que serviria de linha guia para todos os outros filmes, e um dos vilões mais carismáticos do cinema.

thor

Título: Thor

Diretor: Kenneth Branagh

Ano: 2011

Pipocas: 6/10

O filme conta a história do heroi asgardiano que contra as ordens do pai de todos, Odin, viaja para o mundo dos Gigantes de Gelo para acertar as contas. Só que mesmo com excelentes guerreiros ao seu lado, Thor não dá conta e não teria mais história para contar se não fosse pela intervenção de seu pai. Nisso, Loki descobre que é filho dos gigantes de gelo, vira “do mal” e Thor é enviado através para Midgard, a Terra, para aprender a ser humilde, respeitoso e mais uma vez digno de empunhar o Mjolnir.

Infelizmente o que Asgard tinha de bela e impactante visualmente, a Terra teve de ridícula. Toda estadia de Thor em nosso planeta se passa numa cidade cenográfica com cara de novela de baixo orçamento. Se não fosse pelas atuações de Natalie Portman e de Kat Dennings teria sido uma experiência bem mais falha, mas as duas beldades chamam a atenção e até distraem um pouco a atenção da “cidade de papelão”.

No fim, após “sofrer” um bocado e dar uns pegas na Natalie Portman, Thor tem que enfrentar uma criatura enviada por Loki para Terra. O deus da trapaça pretende matar seu irmão e assim não ter mais concorrência ao trono de Asgard. Thor, que até então só tinha chorado, feito birra e quebrado canecas, tenta proteger seu amor instantâneo mesmo sem o martelo, e por algum motivo isso já é altruísmo o suficiente para se tornar merecedor de Mjolnir. O Vingador Nórdico ficou parecendo aquela criança birrenta que a mãe tira o brinquedo, mas o devolve antes que o guri possa aprender a lição de verdade.

O vilão acabou brilhando tanto que se tornou o elo entre os filmes dessa primeira fase com Vingadores. O Loki de Tom Hiddleston conseguiu ser mau, hilário e mais carismático que o protagonista, ao ponto de que em “Thor: O Mundo Sombrio”, o personagem voltou mais uma vez para o papel, desta vez recebendo quase tanto tempo de tela quanto o deus loiro.

Agora abordando finalmente o elemento que posteriormente serviria de ligação entre todos os filmes, temos a Manopla do Infinito na “coleção” de Asgard. Esse artefato quando completo com todas as Joias do Infinito dá ao seu portador o poder de controlar tudo. Portanto, deste filme em diante tivemos diversas joias sendo apresentadas, assim como o vilão que está atrás dela: Thanos!

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Por mais que eu tenha reclamado, e muito, da história deste filme e da visual da Terra, a grande verdade é que eu gosto muito dele. As lutas são ótimas, os efeitos são incríveis, o mundo dos Gigantes de Gelo é tão espetacular quanto Asgard e os guerreiros coadjuvantes são bem carismáticos, principalmente a linda e maravilhosa Lady Sif. No fim das contas, o filme vale partes pelo seu visual e partes por sua contribuição ao Universo Cinematográfico da Marvel. Como filme em si, melhor irmos para o próximo logo.

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Marvete declarado, Editor de Podcast e juramentado ao canal de culinária medieval Cozinha dos Tronos.