Teen Wolf (2017): muito esforço para uma despedida épica

Esse texto sobreTeen Wolf” contém pequenos spoilers, mas continue lendo assim mesmo!

Do jeito que Teen Wolf começou, alguns não aceitaram muito bem. Cheio de boas intenções, algo ali não funcionava ou não conseguia agradar como um todo, mas algo que sempre se fez presente a fim de tornar a série agradável de se encarar: o carisma de seus personagens e o humor autêntico. Logo, foi possível perceber que não estávamos diante de uma empreitada realmente ruim, mas uma que, aos poucos, se relevava à medida que conquistava o seu público, mas não só isso, como também sabia cativar e mostrar que poderia ser levada a sério. Além disso, a fórmula conduzida de maneira impressionante na primeira temporada, foi ampliada no ano seguinte, fazendo com que “Teen Wolf” alcançasse um nível sem volta.

Teen Wolf
Elenco na primeira temporada.

Apesar de tão repetitiva, foi através da tal fórmula conhecida do público que sobrevivemos por sete anos e seis temporadas, parecendo mais do mesmo. Ainda assim, entreter não era um papel difícil de ser desempenhado. No seu último ano, era apontado que “Teen Wolf” não conseguiria tirar mais fôlego a partir de reutilizar mais e mais da sua desgastada repetição, porém, felizmente, entregou um final satisfatório e épico – ou quase isso.

Foi lá em sua terceira temporada que a série, de fato, elevou o seu nível: com uma trama incrivelmente amarrada e dividida em duas partes – 3A e 3B, algo visto também em séries como “Shadowhunters” e “Finding Carter” -, foi uma das melhores coisas que o seu público pôde acompanhar. Deu certo uma vez; não bastando a investida na quinta temporada – oscilando -, mais uma vez, no seu último ano, tivemos “Teen Wolf” dividida em dois arcos.

Não, o ponto negativo da última temporada não foi ter um dos personagens mais importantes – Stiles (Dylan O’Brien) afastado – por conta de um acidente ocorrido no set de filmagens do filme Cura Mortal, da franquia Maze Runner no ano passado – da trama. Fez falta, mas Jeff Davis, o criador da série, não deixou de demonstrar a sua importância. No entanto, deixou a desejar ao apelar para a sua fórmula batida nos desenvolvimentos dos dois arcos da temporada. A 6A foi mais fácil de encarar e parecia ter firmeza com o que queria; já a 6B foi uma tentativa de fazer o esperado, enquanto preparava um caminho nostálgico para o seu encerramento, sem decepcionar – mas falhando no último quesito.

Com isso, o desgaste pesou e a série não conseguia mais animar como antes. Contudo, ainda foi possível, no meio disso, o seu plot fosse interessante – ousando com a trama e sendo uma lição para os personagens – e sustentasse os dez episódios restantes, como também retomasse, por um pouco, o ritmo envolvente. Entre altos e baixos, sem a mesma força de antes, valeu a pena acompanhar a série até aqui – ainda que haja planos para um reboot num formato de podcast. Desta forma, pudemos nos despedir satisfeitos de “Teen Wolf”, diante de um final eletrizante e apelativo para ser épico – mas que pelo menos não será lembrado por um desfecho tosco.

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Felipe Oliveira

Gosto de tudo um pouco, mas me limito em não arriscar muito e talvez escrever seja o meu momento mais sincero no qual posso expor minhas ideias e pensamentos.