Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi

A esperança que surgiu e sobreviveu ao contra-ataque do Império agora retorna para o embate final da Aliança rebelde e o Jedi contra o Império galáctico e o lado sombrio.

Por último, mas não menos importante temos Star Wars: O Retorno de Jedi. O filme que fechou a trilogia clássica em 1983 e é o final da saga (até ontem).

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Esse filme pra mim tem um peso diferente dos outros, pois nunca acreditei de verdade que os rebeldes eram capazes de derrotar o Império galático. Mas devo admitir que eles têm uma coisa que o império não tem: aliados dispostos a dar sua vida apesar da clara desvantagem.

O filme começa com o pior e mais mal planejado plano de resgate que eu já vi. Eles precisavam resgatar Han Solo que tinha sido congelado em carbonita e foi entregue ao infame Jabba o Hutt no Episódio V. Daí o plano começa com Lando Calrissian se infiltrando no covil do Hutt (bom começo), em seguida R2D2 e C3PO são enviados para negociar a liberdade de Han e são entregues como pagamento (estranho); o próximo passo é Leia disfarçada de caçador de recompensa entregar Chewbacca a Jabba (porque?) pra mais tarde descongelar Han em segredo e escapar, porem eles são descobertos (agora são cinco capturados). Então cabe a Luke salvar seus companheiros (ele também é capturado).

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Tudo isso era parte do plano (espero); todos escapam ilesos e temos a inesperada morte de Boba Fett e a aguardada de Jabba o Hutt. Fora o plano louco temos cenas memoráveis do resgate, como a Princesa Leia e seu polêmico traje de escrava, que atiçou a mente de muitos jovens da época e incrivelmente muitos até hoje.

Nesse momento temos a revelação da figura do Imperador interpretado por Ian McDiarmid, que atuou muito bem e me convenceu a seguir o lado sombrio da força – convenhamos, na época do Império era bem melhor. O Imperador aparece como um homem velho e deformado, mas que passa uma aura de poder e terror, de forma que o próprio Darth Vader diz a um comandante que o imperador não é tão benevolente como ele – e olha que a essa altura Vader já tinha matado muitos oficiais enforcados. O encontro dos dois vilões acontece dentro da nova super estação espacial bélica – ou, como os rebeldes a chamam, Estrela da Morte II.

Luke retorna a Dagobah como prometido ao mestre Yoda, o qual está doente e revela a Luke que completo está seu treino e na força ele deve confiar, mas uma outro Skywalker ainda vive. Assim Yoda fecha seus olhos e seu corpo desaparece se tornando um com a Força. George Lucas teve que inserir uma fala de Yoda confirmando a revelação bombástica de Darth Vader no Episódio V pois muitos ainda não acreditavam que ele era o pai de Luke. Como se isso não fosse suficiente, o espírito de Obi-Wan afirma que Leia é a irmã de Luke.

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De volta aos rebeldes, eles planejam o último ataque que destruiria a Estrela da Morte e mataria o imperador ao mesmo tempo. Para isso eles contam com a equipe do capitão Solo para desligar o escudo no planeta de Endor que protege a estação espacial. Han Solo então se despede da Millenium e de Lando antes de partir. Já em Endor, Leia se separa do grupo após uma perseguição e encontra um Ewok, tornando-se amiga dele. O resto do grupo procurando por Leia é preso e capturado (de novo) pelos Ewoks, que são uma literal miniatura de Chewbacca, visto que Lucas queria que a batalha final fosse em Kashyyyk, planeta dos Wookies. Por motivos de roteiro (e falta de muitos figurantes de 1,90 m) ele vestiu anões e crianças e criou os Ewoks e o Planeta de Endor.

Por sorte C3PO é venerado como uma divindade pelos baixinhos e usando seus poderes de deus com uma ajuda de um truque Jedi, pede que seus amigos sejam libertados. Em seguida tem um dos melhores resumos que já vi, no qual C3PO narra fazendo gestos e efeitos sonoros os acontecimentos dos Episódios IV e V para os nativos. E essa é uma cena marcante, pois nos faz lembrar de tudo o que eles passaram e que agora vão lutar a sua última batalha contra o Império; esse pode ser o último momento que eles têm entre os amigos. Luke aproveita pra contar a Leia sobre sua família; em seguida, sem gestos e sem fala, eles fazem um acordo de não comentar sobre o beijo (ou ao menos deveriam tê-lo feito).

Luke então se entrega ao seu pai, confiando que ainda exista bondade nele. Vader fica pensativo, mas ainda leva seu filho para o Imperador. Os rebeldes, tanto por terra como no espaço, começam o ataque, porém era tudo uma armadilha, e a equipe do capitão Solo acaba capturada (novidade).

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O Imperador mostra isso tudo para Luke e tenta convencê-lo de se juntar ao lado sombrio da Força, e nessa hora vemos como é fácil e sedutor deixar o ódio tomar conta. Começa uma batalha entre Luke e Darth Vader, e quando Luke parece estar vencendo e se encontra “no lugar mais alto”, Vader se vê em uma reprodução da luta que quase o matou, e diz “Obi-Wan te ensinou bem”.

Aqui vemos o poder dos rebeldes quando os pequenos Ewoks atacam o Império, eles ajudam os rebeldes a se libertar, mas o preço é alto. A cena é muito triste quando mostra os ursinhos tentando ajudar, mas nada funciona e eles caem um a um. Blasters contra arco e flecha: quem será que ganha? Por sorte Endor é uma fábrica de bolinhas de pelo e eles acabam finalmente derrotando os Stormtroopers. O escudo de força é destruído e a frota espacial começa o ataque.

A luta entre pai e filho continua e Luke é traído por seus sentimentos, de forma que Vader descobre sobre Leia. Tomado pelo ódio, ele ataca o pai sem piedade e corta seu braço e, resistindo ceder ao Lado Sombrio, Luke se recusa a matar o pai. O Imperador vê isso como uma fraqueza e ataca Luke com seus raios, fazendo com que Vader olhe para o filho e para o Imperador. Nesse momento alguma coisa lá no fundo surge e quebra a casca robótica, superando as trevas, e Anakin Skywalker ergue o Imperador e o arremessa no poço. Luke foge com Anakin da estrela da morte, mas é tarde para ele, e assim morre o maior vilão do cinema.

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Lando pilotando a Millenium Falcon destrói o núcleo de força da estação espacial e foge com apenas um arranhão. E assim cai o Império Galáctico com a explosão da Estrela da Morte ecoando por toda a galáxia como um som de liberdade e início de uma era de paz.

Esse é o Episódio VI, e por mais que eu goste do Império eu considero esse o melhor filme, pois nele vemos todo o caráter e o final da construção de cada personagem. Não é aquele filme que os mocinhos ganham porque tem que ganhar (também); eles têm seu mérito. O final que Lucas deu a Darth Vader foi incrível, visto que ninguém esperava essa redenção. Mas uma coisa está errada no filme: existem duas versões de quando os espíritos de Obi Wan. Na versão original (certa), o espírito de Anakin é o ator David Prowse; já na editada, temos nosso querido Hayden Christensen. Uma edição desnecessária que tira o credito do ator que interpretou tão bem Darth Vader.

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(Cena errada)

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(Cena certa)

Isso é e isso foi Star Wars, gostando ou não da trilogia nova ou clássica. Nós esperamos muitas coisas do Episódio VII, mas o que realmente queremos ver é o nosso Star Wars. Não se trata de só um filme de naves espaciais iradas; ele é composto por todo um universo rico e bem diversificado. Aqueles droids que aparecem no fundo, aliens e criaturas, cada um deles contribuiu para o universo e cada um deles ganhou uma história. Estamos muito ansiosos pelo que vai vir, porque de alguma forma Star Wars influenciou a vida de cada um e agora é a vez de mais uma geração. Que uma nova saga épica venha aí e que a Força esteja conosco.

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erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.