Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith

Eis que aqui estou eu novamente para falar de mais um episódio de Star Wars. Depois de falar do que, para mim, é o episódio com maior potencial desperdiçado, agora vou falar do que mais conseguiu acertar suas apostas.

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“A Vingança dos Sith” é o mais próximo do equilíbrio perfeito entre as incríveis histórias e personagens da série Clássica em junção ao potencial gráfico e técnicas de coreografia do nosso século atual. Mas para dar uma leve situada antes de começar a analisar o filme, é bom reforçar que a Lucasfilm vinha da maior decepção da sua história com o Episódio I, seguido da grande baixa que foi o Episódio II. A esperança do público, dos fãs e principalmente da produção na história era tão baixa que a versão jogo do filme que foi lançada para Playstation 3 saiu meses antes do filme com toda a história basicamente inalterada. Poucas pessoas realmente esperavam algo de fato, ainda mais após o grande fracasso que George Lucas veio a apresentar com sua recente paixão por computação gráfica – paixão essa que ele levou também para o terceiro filme, porém dessa vez com um trabalho muito melhor.

O filme já começa com cenas de uma batalha espacial, de tamanho desproporcional comparada a todas as outras apresentadas previamente. Muitas naves, Droids, tiros e acima de tudo uma grande evolução nas edições e na construção do ambiente gráfico que faz com que ela seja bem legal de se assistir. Além disso, somos reapresentados ao agora Cavaleiro Jedi, Anakin Skywalker, vivido pelo menos sofrível Hayden Christensen, e o Mestre Jedi Obi-Wan Kenobi, que mais uma vez foi interpretado com maestria, pelo grande achado da série Prequel, Ewan Mcgregor. Os atores demonstram desde o inicio uma química melhor, com principalmente um crescimento da atuação de Hayden, finalmente começando a esboçar algum sentimento no filme.

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Nossos heróis sobreviveram aos ataques dos Droids da Federação do Comércio na grande Batalha de Coruscant, e agora caem dentro da nave de transporte onde estava o vilão do segundo filme, Conde Dookan (outro grande vilão queimado pela série, vivido pelo queridíssimo Christopher Lee) e o Chanceler Palpatine, vivido com verdadeiro primor por Ian McDiarmid, que era mantido preso. Dookan e alguns Droids de batalha lutam contra Anakin e Obi-Wan em frente a Palpatine, que se deleita com o crescimento do jovem Skywalker. Após o combate que se desenrola, pela primeira vez vemos a influencia direta de Palpatine sobre Anakin, com o Chanceler convencendo o Jedi a matar Dookan apesar dele estar indefeso e, por mais que isso não fosse de conhecimento dos outros, ele ser seu aprendiz, e por pouco o lorde Sith não o convence a abandonar Obi-Wan para morrer na queda da nave.

Depois de muitas cenas de ação, R2-D2 sendo incrível e o pouso mais absurdo da história de Star Wars, temos a recepção dos Jedi como heróis – ou melhor dizendo, a recepção de Anakin Skywalker como grande herói. Eis que vemos então pela primeira vez no filme Padmé Amidala, que fora mais uma vez vivida por Natalie Portman, chegando com a bombástica notícia que estava gravida – noticia essa que é recebida com a melhor reação que Hayden conseguia dar: uma expressão absolutamente vazia. Depois disso temos um reforço na trama politica que foi previamente costurada, com certa tediosidade, nos filmes anteriores, bem como um verdadeiro cabo de guerra dentro do Conselho Jedi: Anakin Skywalker sendo empurrado goela abaixo do conselho a mando do Chanceler e sendo usado como espião de ambos os lados por um tempo.

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Enquanto isso no núcleo de ação do filme temos a caçada final ao Comandante Grievous e às demais forças da Federação do Comércio. A caçada a Grievous que culmina em outra grande luta do filme entre Obi-Wan Kenobi e o Comandante Grievous, sendo este o ciborgue que luta com quatro sabres de luz. Como se não bastasse isso, temos os dois caindo no braço de verdade quando ambos perdem as armas, para logo a seguir Obi-Wan usar um blaster – logo ele, que viria a falar mal dos mesmos no futuro.

De volta a Coruscant, Chanceler Palpatine – que agora havia se anunciado Darh Sidious – é enfrentado por Mace Windu na pior luta do filme. O Mestre Jedi acaba por derrotar o Lorde Sith e encurrala ele contra a parede. No clímax desta cena chega Anakin, e a grande reviravolta acontece. Anakin clama que não era certo matar alguém que já estava desarmado e indefeso (afirmação essa que era engraçada, já que o mesmo fizera isso no inicio desse mesmo filme e fora visto como herói) e aproveitando da distração gerada, em uma ação desesperada, Darth Sidious usa sua famosa descarga elétrica contra Mestre Windu, que facilmente a devolve para o lorde Sith levando Anakin à loucura. Em uma busca desesperada para manter o homem que dizia ser capaz de salvar sua amada, Anakin ataca Mestre Windu de surpresa cortando fora sua mão – mais uma pra conta – e o deixando aberto para os ataques do Lorde Sith. Após essa cena temos o agora auto-intitulado Imperador Palpatine tomando para si Anakin Skywalker como discípulo, intitulando-o  de Darth Vader.

Daí seguimos para a sequência final do filme com a Ordem 66, um comando implantado em todos os clones que faziam com que esses se virassem contra os Jedi em campo de batalha e os dizimassem totalmente; o ataque de Vader ao Templo Jedi; o reagrupamento das forças Republicanas com Yoda e Obi-Wan, últimos sobreviventes da ordem 66; o ataque final de Vader à Federação do Comercio no planeta Mustafar, e a luta entre Yoda e Darth Sidious. Esses momentos se intercalam até o inicio do melhor momento do filme.

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Temos um Anakin Skywalker perdido em desespero e Padmé tentando traze-lo de volta ao bom senso em meio a um planeta de lava, quando de dentro da nave de Padmé sai Obi-Wan Kenobi na pose mais incrivelmente heroica e portadora da justiça que puderam imaginar, fazendo com que todo o ódio acumulado por Anakin fosse canalizado contra ele.

Finalmente temos a grande sequência de cenas vivida por Hayden nesse filme, que começa com a grande discussão e posterior sufocamento que Vader usa contra sua amada. Em seguida temos dez minutos de combate entre Darth Vader e Obi-Wan Kenobi – golpes que levaram 2 meses de ensaio dos atores – até o lendário momento onde Obi-Wan suplica a Anakin para que ele pare, visto que ele possuía “o lugar mais alto”.

Chegamos ao emocionante momento da despedida de Obi-Wan ao odioso Anakin, enquanto o mesmo pegava fogo e derretia em meio à lava, seguida pela terceira grande cena de Hayden no filme – que se deve pouco à presença física dele, e muito ao peso que ela possui. É quando, enfim, vemos a transformação daquele que um dia foi um grande Cavaleiro Jedi e O Escolhido no maior vilão da história do cinema: Darth Vader, – no exato momento do nascimento de Luke e Leia e a morte de Padmé.

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Para finalizar esse texto que já se estendeu bastante, devo dizer que esse filme veio a me agradar muito, apesar de ainda achar que Anakin Skywalker merecesse um ator melhor e Padmé precisasse de uma presença mais forte. Porém, temos um grande Obi-Wan Kenobi ditando o ritmo de festa tela de forma incrível, e um grande vilão nas mãos de Palpatine que só engrandece o que ele demonstra no episódio VI. “Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith” é, sim, um filme muito bom, e na minha opinião está entre os 3 melhores filmes de toda a saga. E como já disse no inicio, foi o mais próximo do estilo de Star Wars que tanto sonho ver que já alcancei.

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Em ritmo de Festa

 

 

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