Star Wars: Episódio II – O Ataque dos Clones

Hoje eu estou aqui para falar do que eu considero o pior filme da saga Star Wars: O Ataque dos Clones, e ao longo do meu texto vou tentar provar esse ponto.

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O filme começa com a chegada da senadora Amidala  (vivida ainda pela Natalie Portman) a Coruscant para votar contra a criação de um exército da república e achar uma solução para os separatistas. É nesse ponto que começamos a ver a megalomania de George Lucas por efeito especial: nada nessa cena foi feita usando efeito prático, nem mesmo a explosão – que daria vergonha até no Michael Bay de tão mal feita que é. Não só isso, mas todo o resto dos efeitos do filme envelheceram muito mal, sendo possível distinguir os fundos falsos com facilidade.

O filme continua e dois Jedi são mandados para proteger a senadora: o mestre Obi-Wan (Ewan McGregor) e seu padawan Anakin Skywalker (vivido mal e porcamente pelo Hayden Christensen). Depois de mais uma tentativa de assassinato e uma cena de perseguição (que em sua grande parte não acontece nada, já que sabemos que os protagonistas não podem morrer ou se ferir nessa altura do filme), temos a cena da cantina, e ao menos ela é feita com um cenário real, contrastando com as cenas que acabamos de ver.

Depois disso o filme se divide entre os protogonistas, com Obi-Wan busca o potencial assassino, e Ani e Padmé se escondendo (ou saindo de férias românticas). O enredo fica agora praticamente todo no mestre Jedi, enquanto ele tenta descobrir o que é o planeta Kamino , enquanto no outro núcleo temos a tentativa (muito falha) do diretor de convencer o público do romance entre Anakin e Padmé, já que a química e o dialogo entre os atores são péssimos, contando com falas que nenhum ser humano normal diria para outro.

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Após mais de uma hora de filme somos finalmente apresentados ao “vilão” do filme: Conde Dookan, interpretado magnificamente pelo recém-falecido Christopher lee, que trama seus planos para atrair mais planetas paro o movimento separatista. A partir desse ponto, o filme converge para o planeta Geonosis com Obi-Wan rastreando o temível mercenário Jango Fett, e passando uma mensagem para república de que precisava de ajuda.

A partir desse ponto o filme contém muito mais ação, principalmente com o executamento Genosiano e o posterior ataque dos clones – e é quando o filme se torna praticamente um videogame. Computação gráfica para todo lado acaba tirando o peso da guerra, visto que só vemos bonecos digitais, com os quais não nos importamos, morrendo.

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Sério, não tem nada nessa cena. É um Yoda em CG falando com um clone também em CG sobre destruir torres feitas em CG

Finalmente (graças a Deus) chegamos à batalha final, a qual tem seus pontos fortes, como Anakin usando dois sabres de luz ao mesmo tempo. O destaque vai para primeira vez que vemos Yoda lutando (a curiosidade vai para que a maquete que usaram nas filmagens tinha dentinhos de vampiros em homenagem a Drácula).

Considero “O Ataque dos Clones” como o ponto mais baixo dos filmes. Não apresente quase nenhuma trama e os personagens são trabalhados de forma rasa, tornando-o uma colcha de retalhos de cenas que muitas vezes não se conectam nem fazem sentido. Mesmo as cenas de ação ou são grandes e bobas demais (como a cena da fábrica de droides) ou mal editadas, como a luta de Obi-Wan contra Jango Fett – sem esquecer, é claro, da sequência de Anakin contra Dookan numa cena risória onde parecem que os dois estão numa noitada. Esperemos que o Episódio III torne toda essa farsa ao menos útil para alguma coisa.

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