Rumo à Guerra Infinta | Thor – O Mundo Sombrio (2013): melhor, mas não bom

Seguimos em 2013 e temos a volta do Deus Nórdico mais querido dos cinemas. Em “Thor – O Mundo Sombrio”, o loirão agora lida com problemas nos Nove Reinos, tendo que combater antigos inimigos de Asgard: Malekith e os Elfos Negros.

Thor - O Mundo Sombrio

Título: Thor – O Mundo Sombrio (“Thor – The Dark World“)

Diretor: Alan Taylor

Ano: 2013

Pipocas: 7/10

Mais um filme começa com uma história do passado, desta vez na guerra de Asgard contra os Elfos (Emos?) Negros que queriam transformar o universo em pura escuridão usando o elemento super poderoso de destruição em massa conhecido como Éter. Odin, o Pai de Todos, dá uma surra nos Elfos e o Éter é escondido para que ninguém se apodere daquele temível poder.

“Thor – O Mundo Sombrio” vem para o presente com Loki (Tom Hiddleston), que está preso pelas cagadas que fez em “Os Vingadores“, enquanto Thor (Chris Hemsworth) e sua turminha andam pacificando dos Nove Reinos através da porrada mesmo. Já em Midgard – a famosa Terra – Jane Foster (Natalie Portman) continua estudando o cosmos e tentando encontrar Thor, e numa dessas buscas acha um local onde as leis da física estão irregulares, com objetos sendo transportados para outros mundos através de portais invisíveis por conta de um alinhamento do sistema solar que está para acontecer. Jane entra acidentalmente em um desses portais, sendo sugada por um vórtice e entrando em contato com o Éter, que se funde ao seu corpo.

O impacto do Éter ser encontrado abala todos os reinos, assim, os Elfos Negros acordam de sua hibernação. Thor sente que algo aconteceu com Jane Foster e vai até Heimdall (a droga do guardião dos Portões Dourados de Asgard que tudo vê) perguntar sobre Jane, mas o Guardião não consegue vê-la (claro). O Deus do Trovão vai para Terra descobrir o que houve com a sua amada e a leva para Asgard.

Em seguida acontece uma invasão de Elfos Negros à cidade dourada em busca de Jane e do Éter. Durante a invasão temos muitas cenas de ação maneiras, inclusive uma ótima protagonizada por Heimdall, que pula e derruba uma nave dos inimigos apenas com os punhos e adagas. Durante a invasão, Frigga (Rene Russo), mãe de Thor e Loki , morre tentando defender Jane e os Elfos fogem. Uma cena muito bonita acontece no funeral da esposa de Odin, que vira uma constelação após ser cremada.

O sangue sobe à cabeça de Thor e ele resolve fazer algo a respeito da situação – ao contrario de Odin que sempre quer manter a paz e não entrar em conflitos. Para realizar sua vingança e retirar o Éter de Jane, Thor não vê opções além de se aliar a Loki. Os três, com a ajuda dos guerreiros amigos de Thor, vão atrás do Rei dos Elfos Negros, Malekith (Christopher Eccleston), em busca de vingança. Numa brincadeira de ilusões e atuações típicas do Deus da Trapaça, os três tentam enganar os Elfos. Infelizmente a brincadeira não dá tão certo e Loki, em teoria, “morre”. Malekith toma conta do Éter no meio dessa treta e os dois pombinhos têm que fugir.

Após absorver todo o poder do Éter, o Rei dos Elfos da inicio ao seu plano. A nave-mãe dos Elfos chega na Terra pronta para convergir os nove mundos em nada. Uma batalha épica e confusa através dos reinos e portais começa. Mais uma vez, não é o herói que salva o dia: Thor impede que tudo seja destruído, mas é a Jane que usa um equipamento para transportar Malekith e sua nave para um mundo sombrio, onde o vilão morre. Após a batalha, Thor volta a Asgard para pedir para seu pai se não pode ficar na Terra por um tempo e, para a surpresa do Deus do Trovão, Odin concede a permissão. Ao virar as costas é revelada a verdadeira identidade de quem está no trono da cidade dourada: Loki. Seria o começo do Ragnarok? Foi sim.

“Thor – O Mundo Sombrio” é apenas um filme de passagem para os outros filmes da Marvel. Nele é apresentada mais uma das Jóias do Infinito e o futuro do universo dos Deuses Nórdicos do estúdio. Um filme bacana mas sem muitas surpresas. Mediano e divertido e, de certo modo, um dos filmes mais fracos do Universo Cinematográfico Marvel.

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erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.