Rumo à Guerra Infinita: Homem-Formiga (2015) – pequenos filmes, grandes negócios

Depois de fazer um sucesso absurdo com “Guardiões da Galáxia“, a Marvel continuou a apostar em outros personagens desconhecidos pelo grande publico para as salas de cinema. Concluindo a Fase 2 de filmes, “Homem-Formiga” chega com sua história de origem com muito humor, ação, mas alguns defeitos.

homem-formiga

Título: Homem-Formiga (“Ant-Man“)

Diretor: Peyton Reed

Ano: 2015

Pipocas: 7,5/10

Tenho que começar falando que gostei muito do filme. Principalmente o jeito que deram pra amarrar a história do herói já ser Scott Lang no primeiro filme, já que nos quadrinhos isso demora pra acontecer e o Hank Pym troca de nome toda hora. Os efeitos especiais e as cenas que Scott diminui de tamanho ficaram visualmente incríveis. Eu assistiria mais duas horas das aventuras dele passeando por ai em sua forma transformada, e isso é ótimo para um filme de origem. É a mesma sensação que tivemos com “Homem de Ferro“, depois que vemos a armadura de Tony funcionando, queremos ver mais cenas dele voando.

Além disso, é gratificante ter um ator como Paul Rudd como Homem-Formiga. O cara é carismático e combina perfeitamente com o papel por ser um cara normal no meio de uma loucura com um velhote que fala com formigas e um traje que diminui de tamanho. A vontade de ver ele contracenando com os outros atores que fazem parte desse grande universo cinematográfico só se afirmou mais depois de ver esse filme.

Michael Douglas como Hank Pym também não decepcionou. O papel de um pai traumatizado tentando esconder sua invenção que acabou destruindo parte de sua família funciona bem nas cenas dramáticas com Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) e dá mais profundidade para o personagem. Mas problema de “Homem-Formiga”, como normalmente é com a Marvel, é o vilão.

Darren Cross (Corey Stoll): o Jaqueta Amarela. O típico vilão que está ali simplesmente para ser o antagonista do filme. Suas motivações foram um tanto mal elaboradas por ter um passado com Hank, que é apenas mencionado pelos personagens. Sua loucura repentina é muito mal explicada por uma linha de diálogo onde falam que ele está sendo “afetado pelas experiências que anda fazendo”, sendo que nenhuma dessas experiências teve Corey como alvo/cobaia. Se a motivação de sua “rebeldia” era a relação entre pai e filho que está intrínseca no filme, deveriam ter dado mais destaque ao passado dos dois, mostrando a relação de Hank, Corey e até Hope.

Fora isso, não tem do que reclamar. As piadas são boas (com destaque para o Luis de Michael Peña), a trama é bem construída e os efeitos são fantásticos. Novamente é a Marvel fazendo que o ela faz de melhor, sem “desgastar” a tal formula mágica de adaptações de quadrinhos. Teria sido ideal ter visto mais cenas do heroi descobrindo mais daquele universo microscópico com suas amigas formigas – mas isso certamente fica para um segundo filme.

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Marvete declarado, Editor de Podcast e juramentado ao canal de culinária medieval Cozinha dos Tronos.