Riverdale – 1ª Temporada (2016-atual): a surpreendente série da CW (comentário sem spoilers)

Quando “Riverdale” foi anunciada, muito se especulava que ela viria apenas mais uma série teen típica do canal do CW. O que realmente não esperávamos é que a mesma se tornaria queridinha – e o melhor: sermos surpreendidos pelo programa. A trama é baseada nos quadrinhos Archie Comics, mas que se passa nos dias atuais trazendo Archie Andrews (Aj Kapa), Betty Cooper (Lili Reinhart), Veronica Lodge (Camila Mendes) e Jughead Jones (Cole Sprouse) num contexto subversivo ao qual são levados a questionar a boa fama da cidade de Riverdale.

É começando pelo terrível assassinato de um dos jovens – Jason (Trevor Stines) – da escola em que estudavam e filho de uma família importante da cidade, os Blossom, que se instaura a dúvida e busca por respostas. Logo no seu primeiro episódio a série não parecia trazer nada de novo, mas também não demorou a mostrar a que veio, surpreendendo com o seu tom sombrio e personagens carismáticos.

riverdale

Muitos a comparam como uma Twin Peaks (a qual nunca assisti) para adolescentes, mas eu já esperava que, tendo um mistério de um assassinato com uma das tramas, “Riverdale” viria se tornar uma “Scream” ou “Pretty Little Liar”” da vida: enrolando a cada episódio e desgastando a previsibilidade apontando suspeitas. Diferente disso, a série realmente estava disposta a conduzir a sua história de maneira coesa e interessante.

“Riverdale” é, sim, uma série teen, mas merece todos os elogios que recebeu. Não é uma série apenas para shipparmos casais, mas também levanta discussões com temas presentes no nosso cotidiano. Ela poderia muito bem seguir com uns adolescentes fazendo altas descobertas e com adultos como pano de fundo sem a preocupação necessária para com que os jovens fazem – como feito em muitas séries – porém, sejam ele pais, educadores ou autoridades, todos os personagens adultos desempenham papéis relevantes, e não apenas para não serem figuras ausentes, mas garantindo a qualidade e firmeza da trama.

E não se engane achando que a temporada se sustenta apenas por um mistério de assassinato e com teorias. Não que deixe a desejar, pelo contrário, é mais um destaque que comprova a qualidade da série. Mas o que realmente é o forte são os seus personagens. É através deles que a complexidade da trama se estende, fazendo de “Riverdale” uma série tão boa.

Já renovada para uma segunda temporada, com mais episódios adicionais – e que isso não seja um problema! -, encerramos o primeiro ano de maneira satisfatória, preparando terreno para as novas tramas. E que as surpresas que nos aguardam mantenham em “Riverdale” a mesma força que foi capaz de agradar o seu público na primeira temporada.


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Felipe Oliveira

Gosto de tudo um pouco, mas me limito em não arriscar muito e talvez escrever seja o meu momento mais sincero no qual posso expor minhas ideias e pensamentos.