Resenha: Rogue One: Uma História Star Wars (2016) – Sem Spoilers

“Nós temos esperança! Rebeliões são construídas em esperanças!”

Rogue One

Título: Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One: A Star Wars Story)

Diretor: Gareth Edwards

Ano: 2016

Pipocas: 8/10

Quando a tela preta aparece e letras azuis trazem a frase “Muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante…”, nossos corações aceleram esperando a volta de um dos universos mais amados do cinema. Com personagens diferentes e deixando a ordem cronológica um pouco de lado, Rogue One aparece com uma proposta diferente.

Este filme traz uma perspectiva diferente de Star Wars, trazendo o título “Guerra nas Estrelas” mais à tona, deixando o épico e heroísmo, e entregando soldados com uma missão.

Rogue One

Jyn Erso (Felicity Jones) é filha de Galen Erso (Mads Mikkelsen), um engenheiro do Império Galáctico que após servir seu tempo, aposenta-se e forma uma família, embora o império precise que ele continue seu trabalho. Quando Galen recusa, ele é levado contra sua vontade, mas sua filha, Jyn, consegue escapar. Ela cresce às margens da lei, cuidando de si mesma por anos, e sem se importar em ajudar ninguém. A Aliança Rebelde, no entanto, tem outros planos para Jyn: será através dela que entrarão em contato com Saw Guerrera (Forest Whitaker), um extremista que tem informações enviadas diretamente de Galen Erso sobre a nova arma do Império, a Estrela da Morte – uma arma com o poder de destruir planetas. Galen informa a localização de um mapa da Estrela da Morte, o qual mostra uma falha implantada propositalmente por Galen que pode destruir a arma e salvar a galáxia.

Sabendo disso, Jyn precisa encontrar este mapa e as informações contidas nele. Com a ajuda do rebelde Cassian Andor (Diego Luna), o androide K-2S0 (Alan Tudyk), o cego e entusiasta da Força Chirrut Imwe (Donnie Yen) e o guerreiro Baze Malbus (Jiang Wen), eles entram na missão de resgatar estes planos e entregá-los à Aliança Rebelde.

O filme se passa um pouco antes dos eventos de “Star Wars IV: Uma Nova Esperança (1977)“, com uma missão quase impossível, batalhas eletrizantes e referências para todos os lados. No início do filme existe uma certa introdução dos personagens e da conjuntura dos fatos, como a Estrela da Morte tem uma falha, porque Jyn é tão importante, onde está o mapa, e muitas outras coisas que poderiam ser explicadas em um tempo menor. A primeira hora de filme sofre com a falta de ritmo, o que acaba deixando-o um pouco cansativo até a metade, que é quando as coisas pegam fogo.

Os personagens que são introduzidos não são muito trabalhados e são pouquíssimo carismáticos, mesmo havendo cenas onde K-2S0 ou Chirrut conseguem nos fazer rir. Os personagens, com certeza, não serão lembrados como clássicos da série; serão apenas parte do acontecimento importante da história completa. A motivação dos protagonistas é fraca, fazendo com que as conexões se dificultem.

Rogue One

As batalhas do filme e ambientação foram os pontos altos. Não só planetas novos foram explorados, mas também cidades mais sujas e pobres, mostrando algumas periferias. As batalhas tiveram um ar mais militarizado, estratégias de guerrilhas foram usadas nos momentos principais, deixando a velha tática de “ficar em pé andando em linha reta contra o inimigo” de lado. Usando como sempre a Segunda Guerra Mundial como inspiração – o cenário da batalha final lembra a Praia de Omaha (campo de batalha principal do Dia D), e as explosões do uso da Estrela da Morte também lembram uma explosão nuclear.

Toda a aura do filme é de uma história de guerra, mostrando até mesmo um lado mais sombrio da Aliança Rebelde, que tomaram algumas decisões moralmente questionáveis. Os soldados se preocupando e sofrendo pelo companheiro ao lado, bem como as mortes de soldados, tiveram muito mais impacto nesse filme do que em qualquer outro da franquia.

Mesmo que o filme não seja o melhor da saga Star Wars, ele conta uma história menos romantizada e mais “realista”. Um lado diferente é explorado, e, enquanto alguns fãs podem já conhecer esse lado por conta de outras obras, para o grande público é um bom filme que realmente vale a pena ser visto.

De qualquer forma, ainda quero um filme protagonizando os Stormtroopers.

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caiosantanasilveira

Professor, fotógrafo, sashônico, randômico e Mestre das Orcas às terças-feiras