Resenha: Meu Malvado Favorito 3 (2017) – mais do mesmo (sem spoilers)

Título: Meu Malvado Favorito 3 (“Despicable Me 3”)

Diretor: Pierre Coffin, Kyle Balda

Ano: 2017

Pipocas: 6/10

meu malvado favorito 3

Foi lá em 2010 que “Meu Malvado Favorito” apresentou o típico estereótipo do vilão em busca de poder. Não demorando muito, a trama simples foi conquistando grandes prêmios e caindo no gosto do público ao combinar vilania e fofura através de três pequenas órfãs e das graciosas criaturinhas amarelas, os Minions. Tamanho sucesso rendeu uma sequência e um divertido spin-off (“Minions”).

Dois anos depois, o público pôde cair nas graças de mais um capítulo das aventuras de Gru e companhia. Olhando para o mais recente filme, percebe-se que já se foi o tempo em que assistir “Meu Malvado Favorito” acompanhado das presenças icônicas dos Minions era uma coisa “maravilhosa”. Conhecendo a animação, recebemos justamente o que esperávamos: mais uma trama manjada, que não se reinventa.

A aventura da vez se desenrola a partir de Balthazar (Trey Parker), que ainda preso ao seu passado de fama, quando era o vilão chamado EvillBratt de uma famosa série de TV, decide se vingar da cidade por tê-lo esquecido após o cancelamento do seriado. Para detê-lo, Gru e Lucy são chamados mas acabam demitidos da AVL por falharem na missão. O que resta é seguirem em frente. O que Gru não esperava era o surgimento de um irmão gêmeo, Dru, assim iniciando essa nova aventura em família.

Repetir sucesso é um fenômeno em uma sequência, algo muito raro de acontecer. Porém, não se pode negar que nos casos em que a sequência supera o seu antecessor (como em “Homem-Aranha 2”, de Sam Raimi) a empreitada ainda mais difícil é esperar que fórmula batida projete a mesma sensação de outrora. Assim se resume “Meu Malvado Favorito 3”: sabe onde quer chegar, usa o mesmo tom conhecido mas quer se manter de pé trazendo novos elementos que mostram mais do mesmo.

Os Minions não são novidade. Margo, Edith e Agnes também não. A estreia de Lucy já passou. A novidade “essencial” para alavancar a trama ficou por conta do gêmeo “Dru” (Steve Carell). Como um elemento diferenciado, o personagem até que funcionou mas, como um todo, sua presença não foi usada além do esperado. A fim de ser interessante apenas para Gru, o roteiro deixa de apostar numa aventura pessoal que realmente poderia acrescentar ao filme.

Se nem mesmo Dru rendeu boa coisa, com os demais personagens não foi diferente. Talvez as exceções sejam Lucy, que foi fundamental para incrementar a maternidade no enredo e, claro, os Minions que, mesmo tendo seu arco inserido de forma isolada do resto da história, conseguiram se destacar e ser o humor necessário para entreter nessa trama que denunciava o seu final a cada passo.

“Meu Malvado Favorito 3” não consegue inovar enquanto tenta dar novos ares para a franquia. Por outro lado, entregou diversão com músicas e danças, mas de maneira rasa se comparada a tudo o que já foi feito. É importante dizer que, apesar dos pesares, foi através dessa trama pouco profunda que a franquia pôde tratar mais uma vez sobre um importante grupo ao qual pertencemos: a família.

 

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Felipe Oliveira

Gosto de tudo um pouco, mas me limito em não arriscar muito e talvez escrever seja o meu momento mais sincero no qual posso expor minhas ideias e pensamentos.