Resenha: A Garota no Trem (2015) e um thriller perturbador

O que aconteceu com Megan?

a garota no trem
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“A Garota no Trem” apresenta a história de Rachel, que todas as manhãs pega o mesmo o trem a caminho de Londres, e como forma de distração ela observa as pessoas e imagina como seriam as suas vida – em especial a do casal Jess e Jason, como ela gosta de chamá-los. Isso ocorre repetidas vezes, até que um dia ela presencia um momento chocante.

A narrativa é dividida entre três personagens: Rachel, Megan e Anna. É através dessas três mulheres que o leitor se vê envolvido cada vez mais no mistério principal do livro: o desaparecimento de Megan. A escolha da autora em definir tal narrativa foi boa e ao mesmo tempo complexa, o que favoreceu ainda mais a história, pois no primeiro momento não ficam claras as informações que ela quer passar, porém fica tudo ainda mais instigante a partir do instante em que as lacunas começam a ser preenchidas. Todas as informações necessárias para o quebra-cabeça estão ali; ter que juntar as peças foi arrebatador. O que ganha ponto também é o quão leve é a leitura, que nunca parece arrastada, ou enrola para chegar em alguma conclusão.

Pode ser previsível para alguns, mas a forma como Paula Hawkins recheou sua obra de reviravoltas e intensidade foi genial. Em alguns momentos é levantada a questão se o caminho a seguir será mesmo o óbvio ou imprevisível — confesso que me peguei pensando em várias coisas, até mesmo no seu desfecho —, mas o grande trunfo é como a dúvida é muito bem utilizada, deixando a leitura ainda mais tensa e intrigante.  É curioso ressaltar que Hawkins não se preocupa em criar uma situação apelativa com frases de efeitos; ao contrário, tudo é descrito de maneira convincente.

No todo, “A Garota no Trem” é um ótimo livro que vale a pena ser conferido – não apenas pelo seu mistério, mas também por tratar de assuntos comuns do cotidiano, muito bem representados pelo seus personagens.

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Felipe Oliveira

Gosto de tudo um pouco, mas me limito em não arriscar muito e talvez escrever seja o meu momento mais sincero no qual posso expor minhas ideias e pensamentos.