Primerias Impressões: BoJack Horseman (3ª Temporada)

A mídia como um todo, desde as temporadas anteriores, vem dizendo que BoJack Horseman é a série mais depressivamente engaçada da atualidade, ou mais comicamente triste, como preferir. Isso reflete muito bem sua abordagem como um todo e a terceira temporada chegou tão boa quanto as anteriores.

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Ao fim da segunda temporada, BoJack havia recebido uma grande lição de vida que o ajudaria, aprendendo cada vez mais a cada momento e vivendo um dia de cada vez. Esse seria o curso normal de uma história qualquer, mas esse cavalo é tão humano que não se nega ao privilégio de ignorar completamente tudo o que ele possa ter aprendido e seguir fazendo uma besteira atrás da outra.

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Porém, uma diferença interessante da terceira temporada para as demais é que, anteriormente, parecia não haver salvação para ninguém; todos os personagens estavam errados a respeito de alguma coisa, assim como BoJack. Talvez as únicas exceções para isso sejam Todd e Mr. Peanutbutter, mas, vale lembrar, que eles são exceção para absolutamente qualquer coisa. Dessa vez, Diane está tentando consertar seu casamento e Princess Carolyn começou a colocar sua vida nos eixos com a nova agência.

Em contra partida, BoJack se vendeu completamente para a campanha de marketing do “seu” filme, buscando cegamente um Oscar para preencher o vazio existencial e ficar marcado de maneira relevante na vida das pessoas, além de excluir da memória de todos sua participação num programa de gosto duvidoso dos anos 90.

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O que BoJack Horseman continua fazendo com excelência é mostrar, de maneira bastante existencialista, a essência da humanidade, em tudo que pode haver de melhor ou do pior. Inclusive, na maioria das vezes, ao mesmo tempo.

 

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