Primeiras Impressões: “The Strain” – 2ª Temporada (2015)

Cada um na sua, e é assim que (cada vez mais) vivemos. Alguns lutam contra isso, enquanto outros aceitam e ocupam o espaço que lhes cabe; “The Strain” volta nesse primeiro episódio da segunda temporada abraçando mais do que nunca o que a torna peculiar.

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“BK, NY”, primeiro episódio dessa nova temporada, começa com um flashback dentro de um flashback para nos mostrar a origem de Sardu, o Mestre contra o qual tivemos o confronto do final da temporada passada. É interessante ver como este prólogo tem uma linguagem diferente do restante do episódio, com uma atmosfera ao mesmo tempo lúdica e macabra – própria de Guillermo del Toro (“Círculo de Fogo”, “O Labirinto do Fauno”), que dirigiu essa primeira sequência.

Logo somos levados aos “dias atuais”, para uma rápida recapitulação dos pontos mais importantes do final do primeiro ano da série, antes de avançarmos. Aqui “The Strain” continua destilando bizarrices pelos poros. Os strigoi (o misto de zumbi/vampiro/lobisomem que assola a população na série) conseguem estar ainda mais asquerosos enquanto avançam nos seus estágios de evolução, e já são uma praga totalmente fora de controle na cidade, embora pouco tempo tenha se passado no universo da série.

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Também temos vislumbres de como os protagonistas e a cidade como um todo tem lidado com a queda de Manhattan. O velho bilionário Eldritch Palmer (Jonathan Hyde), agora revitalizado após a “bênção” da temporada passada, capitaliza em cima do caos, comprando imóveis para avançar os planos do Mestre em Manhattan, visando o resto do mundo. A equipe de caçadores de vampiros, liderada pelo doutor Ephraim “Eph” Goodweather (Corey Stoll, de “House of Cards”) e pelo professor Abraham Setrakian (David Bradley), se especializa cada vez mais no extermínio das criaturas e na blindagem de seu esconderijo contra elas. Além disso, vemos que Eph e a doutora Nora Martinez (Mía Maestro) buscam uma saída para a infestação, seja através de uma vacina ou de uma cura.

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Mas talvez a parte mais interessante seja o desenvolvimento do grupo “paramilitar” formado por vampiros (zumbis? …zumpiros?) que vimos no ano anterior. Após sequestrarem um membro do grupo, somos apresentados a uma parte da mitologia da série que somente havíamos vislumbrado anteriormente. Isso acrescenta uma dimensão interessante aos acontecimentos, e uma dinâmica de “inimigo do meu inimigo” que pode desequilibrar a guerra a favor dos humanos – pelo menos inicialmente.

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O primeiro episódio da segunda temporada de “The Strain” nos deu tudo o que esperávamos da série – inclusive os defeitos que relevamos. Os diálogos por vezes um tanto quanto bregas e clichês do roteiro não são ignorados, mas abraçados como parte integrante do seriado, tão importante quanto as cenas de ação e o desenvolvimento de personagens. Em suma: “The Strain” continua sendo o adorável filme de terror B que lembrávamos.

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erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.