Primeiras Impressões: The Flash – 2ª Temporada (2015/2016)

Estou me tornando um fanboy de Flash. Não “sou fã desde pequeno”, nunca curti muito o Flash no panteão da DC, mas essa série é espetacular. Após um primeiro ano excepcional, Flash inicia seu ano dois com tudo o que a fez excelente em seu ano de lançamento, e aprimora pontos que precisavam de reparo. E é assim, rasgando seda, que eu quero abrir esse meu texto sobre a segunda temporada de Flash.

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Quem nos segue no Facebook e/ou no Twitter sabe como nós fomos seguindo o crescendo de tensão da temporada anterior, e como contamos os dias para a season finale do primeiro ano dessa série. Eu, pessoalmente, demorei um pouco para engrenar; a série me pareceu (ironicamente) arrastada no “caso da semana” até o episódio 7 da primeira temporada. De lá para cá, Flash conseguiu um fôlego ímpar, conseguindo manter uma temporada de 23 episódios sem deixar a qualidade cair.

A segunda temporada abre com um salto no tempo de seis meses (como era esperado) para a comemoração do dia em que o Flash salvou Central City. Pouco a pouco descobrimos, através de flashbacks, o que houve com o buraco negro aberto no céu de Central City no fim do primeiro ano, e não tarda para que um vilão superpoderoso apareça para por os poderes de Barry – e de seus amigos – à prova: é o Esmaga-Átomo, com seu poder autoexplicativo.

urlA audiência esperava que Barry acabasse atravessando para um “outro lado”, para entrar em contato com uma realidade paralela logo no início da temporada, o que não acontece. Este primeiro episódio dedica toda sua extensão a redefinir o status quo da série – o que é completamente entendível. Talvez o público em geral ainda não esteja pronto para abandonar a “Terra principal” que conheceram e embarcar em viagens pelo espaço e tempo em dimensões paralelas.

Vemos logo no início que tudo voltará ao normal bem rápido, e não tarda para os amigos se reunirem para enfrentar a nova ameaça. No decorrer do episódio, referências aos quadrinhos e outros serviços para fãs são entregues com a leveza e naturalidade que já aprendemos a amar na série, que continua não se levando muito a sério.

2sqxwZfAlém disso, o episódio conclui com dois ganchos para a temporada, que podem ser correlatos ou completamente independentes. Se realmente formos lidar com dois problemas separados ao longo do ano dois, teremos uma temporada tão intensa quanto a anterior – se não mais. Seja como for, o professor Stein resume bem a atmosfera deste episódio de estreia com apenas uma palavra em hebraico: “kadima”.

“Avante”, Flash.

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erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.