Primeiras Impressões: Stranger Things (1ª Temporada)

A Netflix continua lançando coisa a torto e a direito e, embora seja humanamente impossível acompanhar a tudo (a não ser que você viva disso, lucky bastard), “Stranger Things” entrou no meu radar assim que ouvi falar dela. Uma série sobrenatural, com monstros estranhos, que se passa nos anos 80? Vocês já sabem que é exatamente minha parada.

“Stranger Things” estreou hoje na Netflix – e como você deduziu certo, corri do trabalho para ver, sendo bem o que eu esperava – quase. Mergulhada em dezenas de referências, “Stranger Things” aponta ser um sopão de nostalgia, mas que ainda não mostrou ter muito conteúdo próprio.

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A série mostra um grupo de quatro amigos nerds (como em “Os Goonies”) que, quando um deles se perde, obriga os demais a saírem em uma aventura para encontrá-lo (como em “Conta Comigo”). Enquanto isso, em outro ponto da cidade, uma criatura parece escapar de uma prisão militar (como em 8 em cada 10 filmes que tem ou uma criatura ou uma prisão militar), e com ela foge uma pequena garota. Esta, ao ganhar as ruas, logo demonstra ter poderes paranormais (como em “Carrie – A Estranha”).

Na trama, joga também uma porção de policiais em uma cidade pacata desacostumada com crimes (como em “ET – O Extraterrestre”) e uma mãe divorciada que tem dificuldade de criar seus dois filhos, visto que o mais velho é muito perturbado (como em “Garotos Perdidos“, mas com menos caninos pronunciados).

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Relevante: Winona Ryder faz a mãe e, sempre que aparece, rouba a cena.

As referências não são somente essas diretas, na trama. Logo na primeira cena, vemos num canto um poster de “O Enigma de Outro Mundo”, do gênio John Carpenter, que já nos indica um possível caminho para a trama. O visual do próprio cartão-título da série é em neon, e as músicas remetem ao padrinhos da música tecno, como Kraftwerk, e a galera dos sintetizadores, como Joy Division/New Order.

Mas, passando todas as referências, o primeiro episódio da série não te traz muito mais, e fica visível que eles estão apostando todas as suas moedas do fliperama em te pegar pelo coração. Em termos de gancho, o mistério genérico te fisga o suficiente para o próximo, apenas, e os personagens não se mostram tão carismáticos de cara como os outros que listei neste texto.

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Ainda assim, eu estou digitando com certa pressa agora porque… Bem, ainda tem uma criatura à solta na pequena cidade pacata de NinguémLigaProNomeDela, e eu preciso descobrir se essa galerinha da pesada terá sucesso nas suas altas aventuras. Volto já já, depois desse intervalo comercial, com um texto sobre a primeira temporada completa.

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erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.