Primeiras Impressões – Punho de Ferro (2017) poderia ser melhor

Finalmente, a tão aguardada data chegou, para, assim, conferirmos a série sobre o quarto integrante que se unirá aos Defensores. Diante das críticas negativas que vêm recebendo, fiquei me perguntando se de fato seria uma perda de tempo ou se Punho de Ferro conseguiria ir tão bem quanto as séries anteriores (Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage). Na trama, 15 anos depois de ser tido como morto num acidente de avião quando tinha 10 anos, Danny Rand (Finn Jones) decide retornar para encontrar respostas sobre o seu passado. Felizmente, valeu a pena sim assistir ao piloto, mas a série ainda precisa encontrar o seu ritmo para que venha a emplacar.

Punho de Ferro

Mesmo que não tenha feito além do esperado, a narrativa é o que impede que o episódio flua de forma que cative o telespectador. É uma total quebra de ritmo que em momento algum se estabelece; nem mesmo consegue gerar o interesse pelo passado do moço e os primeiros quinze minutos são o que mais refletem o peso dessa narrativa e é também o grande problema do piloto: além da breve introdução, a maneira com que o personagem Danny é jogado em cena deixa a desejar — e a tentativa de humor não convence —, sem falar nas cenas de ação mal coreografadas.

Um exemplo disso, é uma cena que se passa num estacionamento, onde Danny aparece do nada e entra num carro, para assim, conversar com um antigo amigo da infância. O problema é como tudo foi executado, como se a ação acontecesse de forma aleatória. De fato, faltou um melhor desenvolvimento para o momento que foi simplesmente foi vago e caricato — assim como em outras circunstâncias do episódio.

A impressão que fica é que o episódio trabalhou com os clichês diante da história que é apresentada, mas sem nenhum efeito que causasse uma emoção e força para movimentá-lo.

Punho de Ferro

O grupo de personagens — desde a infância até a fase adulta — é outro fator que compromete o episódio. Dificilmente passam a empatia e carisma necessário para tornar a interação convincente. Além disso, os diálogos previsíveis não cooperam para que pelo menos sejam relevantes. Ainda assim, Colleen Wing (Jessica Henwick) se destaca em suas cenas. A sutileza com que a personagem funciona é o ponto mais positivo e até mesmo permite um alívio para Danny.

Punho de Ferro

Diante de tantos pontos negativos, Danny, é o mais afetado no decorrer do episódio. O que mais implica é que se trata do protagonista da série, que se mostra extremamente deslocado no episódio. Vale acrescentar como é difícil se preocupar com os conflitos que ele deverá enfrentar daqui para a frente.

No todo, o piloto de Punho de Ferro, apesar das falhas, é assistível. Talvez uma segunda chance não seria ruim, onde o seu segundo episódio poderá corrigir os erros cometidos aqui e indicar uma melhoria na qualidade da série, afinal, tem muito material e potencial para serem utilizados.

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Felipe Oliveira

Gosto de tudo um pouco, mas me limito em não arriscar muito e talvez escrever seja o meu momento mais sincero no qual posso expor minhas ideias e pensamentos.