Primeiras Impressões: Outcast (1ª Temporada)

O sofrimento em silêncio, causa uma doença silenciosa: A Insanidade Mental.

José Saramago

Outcast

Uma das grandes características em produções de terror/horror, é o aproveitamento de enredo baseado no estado mental de seus personagens. Apesar de haver uma linha bastante tênue entre uma simples perturbação e a insanidade total, várias são as nuances entre os dois lados, um jogo louco é iniciado e a mente humana é o principal jogador. O fato de envolverem demônios e pessoas possuídas é só um (bizarro) detalhe nesta trama psicológica.

A mais nova produção do Cinemax parece se basear nisso, e Kyle Barnes (Patrick Fugit) está sempre sendo testado em sua sanidade. O clima é tenso e, apesar da calmaria de sua vida atual, são comuns os bombardeios de lembranças que deseja esquecer. Enquanto pessoas continuarem sofrendo possessões e apenas ele puder ajudar, a paz é algo inalcançável. E exatamente aí é criada a importância do Reverendo Anderson (Philip Glenister), o homem que sempre manteve as pessoas de sua cidade calmas – e, ao que tudo indica, será crucial para “segurar” Kyle quando preciso.

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Esse clima intenso – como se a todo momento quisessem deixar claro que algo maior está prestes a acontecer – é presente durante todo o episódio, e consegue ser bastante eficaz no que se propõe, em um ritmo mais lento; toda a história flui sem pressa, tudo tem seu tempo. A mesclagem entre a atualidade e a infância de Kyle, através de pequenos e eficazes flashbacks, é um ponto altíssimo na imersão do telespectador. Aliás, muitas vezes esse ritmo lembra bastante The Walking Dead, outra série de Robert Kirkman, ambas baseadas em HQ’s homônimas.

Neste piloto e segundo episódio, Outcast aparece como uma boa série de terror, entregando tudo que promete e sem nunca parecer pretensiosa demais. É uma boa pedida para os fãs do gênero – apesar de causar a impressão de que não conseguirá se  manter tensa assim por muito tempo. Por quanto tempo conseguimos ficar nervosos esperando algo acontecer antes de… Enlouquecermos?

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Lucas Bulhões

Estudante de programação que odeia programar e que se arrisca a escrever nas horas vagas. Sonha em conhecer todo mundo sem ao menos conhecer a si mesmo. Libriano não praticante.