Primeiras Impressões: Digimon Tri

Eu, como uma boa criança dos anos 90, cresci vendo desenhos. O que traz um gostinho especial quando um de seus desenhos favoritos decide fazer uma continuação anos depois.

Não que Digimon não tivesse tido várias continuações, com Digimon Tamers em 2001 (melhor abertura de todos os tempos), Digimon Frontier em 2002, Digimon Savers em 2006 e mais recentemente Digimon Xros Wars em 2010. Porém, nenhuma delas seguia a cronologia ou até mesmo a história das duas temporadas clássicas de Digimon Adventure que encerraram em 2001.

Eis que lança Digimon Tri (referenciando que veio sim pra ser uma continuação direta dos Adventure), que trás os antigos protagonistas da primeira versão 3 anos depois dos acontecimentos de Digimon Adventure 2.

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No primeiro episódio é trabalhado como ficou o dia a dia de cada um dos personagens e a briga constante de  Tai, o líder dos protagonistas, para reunir o grupo que decidiu seguir sua vida. Vemos o futuro já previsível de Matt, que sempre teve ar de personagem misterioso e descolado que os japoneses adoram usar, como músico e Joe, que tem o arquétipo do tipico estudante dedicado Japonês que só se preocupa com seus estudos, cada vez mais enterrado em livros e preocupado com o vestibular. E nos são apresentado os, ao menos pra mim, surpreendentes futuros de Izzy, que deixou de ser apenas o nerd de computadores do Digimon 1 e 2, mostrando-se um estudante de classe que fala diversas línguas (apesar do porquê não ter sido explicado), e T.K., que deixou de ser o crianção do grupo grudado ao irmão e passou a ser um garanhão popular (que parece usar a fama de seu irmão pra conseguir todas as garotas, mas não vem ao caso). E pouco se fala de Mimi ou da Kari.

Já no segundo episódio temos a esperada volta dos digimons, que dessa vez aparecem no mundo real. A fidelidade dos traços dos digimons com a melhora técnica da tecnologia atual me agradou muito mesmo (Vê se aprende Saint Seiya). Outros pequenos detalhes que parecem ter sido feitos para os que realmente gostaram muito da série original também me animaram bastante para a sequência de episódios. O primeiro digimon a aparecer, tanto no Adventure 1 quanto no Adventure Tri, é o mesmo, assim como a ordem que os demais digimons digivolvem para enfrentá-los também é.

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Digimon Tri é outra obra que merece um destaque próprio pra trilha sonora. Para começar temos a maravilhosa abertura com Butterfly remasterizada (seguindo os passos de Saint Seiya Omega, que infelizmente só conseguiu acertar aí em minha opinião) que deixa o início dos 25 minutos de episódio impuláveis. Demais tem o destaque para absolutamente todas as músicas, que são versões remasterizadas das séries anteriores. E devo confessar que meu eu interior chorou ao ver a luta com a musica clássica do Adventure 1 de fundo.

No geral, em 2 episódios muito pouco foi mostrado da história e isso me preocupa um pouco. Pois, apesar do desenho ter sido feito para comemorar os 15 anos de série, Digimon Adventure Tri parece muito um trabalho feito exclusivamente para alegrar os fãs saudosistas, porém acho que pelo histórico da série e a qualidade geral apresentada até agora o desenho tem muito pra melhorar e ainda pode ter um grande potencial. Me resta apenas aguardar e ver os demais episódios para saber como fica. Até lá, ficarei com meu Digivice a mão para maiores necessidades.

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