Primeiras Impressões: Better Call Saul 2ª Temporada

 

 A temporada de estreias parece ter chegado com força e assim recebemos a segunda temporada de Better Call Saul, a série spin-off de Breaking Bad, no Netflix. Como já explicamos no nosso texto final da primeira temporada, Better Call Saul conta história de quando Saul Goodman ainda se chamava James McGill e ainda tinha alguma bússola moral, mesmo que torta e enferrujada. Porém, se o que todos estamos esperamos é ver Sleeping Jimmy chutar o balde e cair de vez no mundo da corrupção, o primeiro episódio demonstrou que ainda temos algumas voltas para dar.

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Previamente, McGuill tinha encontrado acidentalmente um gigante esquema de um asilo para desviar o dinheiro da aposentaria de todos os seus internos. Com a relevância e o bom marketing que esse caso poderia atrair, a firma de advocacia dos irmãos McGill assumiu o caso e resolveu dividi-lo com outra firma, que se mostra interessada em contratar James. Ao fim da primeira temporada, parece que o azarão finalmente vai se ajeitar, porém desiste e entra na segunda temporada mais próximo do que será Saul Goodman do que nunca. Contudo, Kim, numa cada vez melhor atuação de Rhea Seehorn, traz Jimmy para o lado claro força mais uma vez e assim ficamos no aguardo dos próximos.

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O que Vince Gilligan e Peter Gould parecem querer nos dizer é que James McGill não se transformará em Saul Goodman por si só e uma catástrofe de grandes proporções em doses homeopáticas vai levá-lo até esse ponto. Talvez por isso é tenhamos um início de segunda temporada tão positivo para ele, ganhando, numa trapaça, um jantar caro com Kim pago por um figurão de Wall Street e obtendo um emprego dos sonhos capaz de realizar todas as suas vontades. Dito isso, e como fã de Breaking Bad, é realmente reconfortante ver a linguagem visual da série, a oposição entre certo e errado, bem e mal, os enquadramentos que fogem à simetria, o jogo de luz que faz com que percebamos sobras e luz em tudo, mas, ainda  assim, como uma identidade que foge completamente à loucura que era Breaking Bad. Better Call Saul assume cada vez a terminologia e ritmo de uma série de advogado (se é que isso já é um gênero).

É uma pena que a Netflix ainda esteja optando por lançar apenas um episódio por semana, pois é essa uma série que tende a começar morna e esquentar no final e com toda essa espera, talvez percamos um pouco do ritmo, mas nada que realmente atrapalhe. Quem começou a assistir Better Call Saul, provavelmente o fez por se tratar de um spin-off de Breaking Bad, mas quem ainda está assistindo certamente tem motivos.

 

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Hippie com raiva.