A primeira temporada de American Gods chegou a algum lugar?

Este texto contém spoilers da primeira temporada de American Gods, mas leia mesmo assim.

Uma coisa é certa! Presenciamos o nascimento de uma série ímpar com desdobramentos que deixaram o público, muitas vezes, desconfortável. A primeira temporada de American Gods chegou ao final ainda acumulando o mérito de não receber reclamações simplórias em relação às mudanças de detalhes ou partes mais substanciais do livro e também pelos seus inúmeros acréscimos à história. Na verdade, qual não foi a surpresa dos pontocasters, em seu semanário sobre a série, quando as discussões de que “a série não vai pra lugar nenhum” e “não explica nada” surgiram? Nesse ponto, muitas defesas e ataques foram feitas e “Deuses Americanos”, naturalmente, terminou sua primeira temporada com a segunda confirmada e com planos para ter, pelo menos, cinco.

primeira temporada de american gods

Mas será que presenciamos um sucesso genuíno, ou ficamos encantados pela adaptação do romance que tanto amamos? Ou ainda, para quem não leu o livro, será que fomos ludibriados pelas fascinantes cores de Bryan Fuller e Michael Green? Ou, por fim, teria a Mídia nos aliciado para adorá-la cada vez mais com nosso tempo para ver episódios, gravar podcasts e escrever resenhas?

Apesar de a série estar longe de ser ruim ou desonesta com seu público mais (ou menos) religioso, a resposta para todos esses questionamentos pode não ser tão unânime – exceto pelo último, talvez – e, no geral, isso causa um sentimento estranho sobre o fim da primeira temporada de American Gods. A princípio, é preciso colocar as cartas na mesa: a season, num geral, foi bem amarrada e, enquanto visualmente a série é incrível, tematicamente ela é bastante relevante ao bater em vários assuntos atuais e as referências que foram trazidas são esplendidas.

primeira temporada de american gods

Dito isso, o que ainda pode ser um incômodo são questões como, por exemplo, a revelação final de que Wednesday (Ian McShane) é Odin. A cena recebeu um destaque enorme no episódio final, contudo, o “segredo” já estava “exposto” em material de divulgação da série e nos epítetos que foram sendo usados para nomeá-lo ao longo da história. Certamente, para os mais atentos, isso não deve ter passado batido, e mesmo para o público mais “mediano”, dar um Google e “descobrir” quem era aquele homem com muitos nomes era algo fácil. Isso, naturalmente, tira o peso e o sentido da cena.

Outra questão que pode ser levantada é em como deram um pouco mais de história para Laura, mas, ao mesmo tempo, isso não influencia tão diretamente na história, fazendo com que a personagem ganhe bastante destaque apesar de não criar simpatia o suficiente com o público.

primeira temporada de american gods

Por fim, apesar das inúmeras críticas de que, ao fim da primeira temporada de American Gods, a série não foi para lugar algum, podemos pensar que algumas coisas foram apresentadas de maneira totalmente satisfatória – principalmente para os espectadores que não leram o livro. Os motivos para a guerra entre os deuses novos e velhos estão claros e a forma como todos eles se relacionam com os humanos e uns com os outros também; isso é primordial! A partir daí, talvez, podemos pensar em uma segunda temporada menos focada nos personagens e mais focada nas suas ações.

Você acredita?


Oi, eu sou o Goku! Se você quiser conhecer melhor a gente, vem para os nossos grupos do Telegram e do Facebook!

The following two tabs change content below.
Hippie com raiva.