PontoXP #5 – Jedicon RJ 2015

Eu, morando na Zona Oeste carioca, demorei para chegar à Jedicon. Foram dois ônibus e 2h30 para chegar até o Planetário, na Gávea, para o segundo dia do evento; o céu não parecia estar muito confiante se ia chover ou não e… Bem, era domingo. Ainda assim, às 11h00 da manhã, uma hora após a abertura da Jedicon, eu pus os pés na calçada e avistei uma família composta por uma Princesa Leia de no máximo 5 anos, um Luke Skywalker de talvez 7, e os pais, ambos vestidos de Jedi e rindo abertamente. Ainda estava sorrindo pela imagem quando passei pelo portão e vi Darth Vader de braços abertos para me receber.

E, mais uma vez, eu estava em casa.

photo621446132843784138

Como comentamos no nosso texto prévio ao evento, a expectativa era alta. Após um 2014 sem Jedicon, o evento retorna em 2015 para celebrar, de uma só vez, o aniversário de 18 anos do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, o lançamento do Episódio VII e a própria saga de Guerras nas Estrelas, como um todo. O evento ser fruto de um crowdfunding bem-sucedido, além de demonstrar o quanto os cariocas queriam a Jedicon, também serviu para fazer o público se sentir incluído na produção deste ano.

Em termos de estrutura, o Planetário deu conta, como era de se esperar. Embora durante boa parte dos dias o fluxo fosse intenso e algumas filas, consideráveis, não houve transtornos. Conseguia-se chegar no auditório, nas filas para fotos e mesmo nos jogos com facilidade – estes proporcionados pela (onipresente) Red Zero. Mesmo eu consegui, reza a lenda, jogar Just Dance entre uma entrevista e outra.

photo621446132843784143

Toda a equipe da Jedicon, dos recepcionistas à assessoria de imprensa, dispensava seu tempo e dedicação para tornar o evento o mais inesquecível possível para os fãs. Entre as lojas externas e as internas, do segundo andar, todo tipo de parafernália e acessórios relacionados a Star Wars eram vendidos: de camisetas (variando entre R$ 25,00 e R$ 70,00, e agora meu armário tem mais Star Wars do que antes), chaveiros e canecas a sabres de luz, estatuetas e colecionáveis raros. Buscando com cuidado e tendo o oposto com a sua carteira, o espaço era o limite.

O problema apontado por diversos visitantes com os quais conversamos – e nós mesmos – era a falta de atrações no evento, em si. As palestras não eram muitas nem variadas para os dois dias, e grande parte da agenda se concentrava em meet-and-greets e autógrafos; embora ambos sejam indispensáveis em convenções, os fãs buscavam mais atrativos para convencê-los a ficarem todo o dia lá do que somente o consumo e o excelente ambiente gerado por nossos iguais.

Ainda assim, alguns pontos merecem destaques. O concurso de cosplays (com um resultado contestado por muitos… Como todo bom concurso de cosplays), bandas com trilhas sonoras dos filmes e a presença de Timothy Zahn (autor de 10 livros do agora Universo Legends) abrilhantaram o evento e ajudaram a garantir a satisfação dos presentes. Cabe aqui, ainda, uma menção honrosa à diversidade e qualidade da praça de alimentação que, composta por food trucks, cobriam de cachorro-quente a comida mexicana em menos de doze parsecs.

No fim, o balanço foi extremamente positivo. Foi um recomeço válido para a tradição de Star Wars no Rio de Janeiro, apresentando pontos que precisam ser melhorados nos próximos anos enquanto realçam o porquê – e como – dessa franquia sobreviver há tantos anos no imaginário popular de forma intensa: a paixão dos fãs. Estivessem eles organizando ou visitando o evento, essa Paixão certamente estava lá, permeando “todos os seres vivos”.

Com um público estimado de 7 mil pessoas e mais de meia tonelada de alimentos arrecadada para a população carente da Macega, na Rocinha, esta foi a Jedicon Rio de Janeiro 2015.

photo621446132843784134

MUITO em breve atualizaremos esta postagem com toda a nossa cobertura em vídeo!

 

The following two tabs change content below.

erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.