Penadinho – Vida (2015)

A morte não é um assunto fácil de se falar. É difícil dissertar sobre a saudade, sobre o arrependimento, sobre tudo que seria e não foi. Mas uma coisa que parece ser eterna para nós é o amor; o amor que transpõe a vida, é contínuo e inexorável. E graças a Paulo Crumbim e Cristina Eiko, descobrimos que o amor pode também transpor a morte. O casal é responsável por um dos poucos quadrinhos que quase me levaram as lágrimas, “Penadinho – Vida”.

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A premissa é bem simples: Alminha, o amor da morte de Penadinho, vai reencarnar pela manhã. Isso deixa nosso fantasminha preferido arrasado, e enquanto tenta botar 30 anos de cemitério em três simples palavras, Alminha some e é dever de seus amigos achá-la para que a Dona Cegonha a leve. Movidos por uma trama leve e paradoxalmente divertida, Muminho, Zé Vampir, Frank e Penadinho vão em busca de sua amiga pela cidade, evocando um sentimento infantil e platônico nos faz apaixonar cada vez mais pelos personagens.

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A arte de Crumbim e Eiko também não deixam a desejar. Os traços cartunescos e a paleta de cores escolhida pelo casal se encaixam perfeitamente com o tom da HQ, não deixando-a obscura demais nem tão alegre que estrague a imersão. Assim, os personagens criados por Mauricio de Souza nos trazem uma linda história de amor, que enquanto escrevo e releio-a procurando por inspiração, me traz mais e mais lágrimas. No fim, “Vida” nos mostra que a graça do amor é não ter fim.

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