Resenha | Oito Mulheres e Um Segredo (2018) e outra releitura

Continuação, reboot, spin off ou remake? Tem sido bastante comum várias franquias ganhando novos capítulos com essas definições. Ás vezes é difícil de entender, o que não é o caso de “Oito Mulheres e Um Segredo”, o filme de Gary Ross (Jogos Vorazes), que se posiciona de forma clara e muito bem posicionada no seu espaço, dando continuidade a saga da família Ocean, mas deixando Danny de lado e focando em sua irmã, Debbie (Sandra Bullock).

Título: Oito Mulheres e Um Segredo (Ocean’s 8)

Direção: Gary Ross

Ano: 2018

Pipocas: 6,5

A história segue a saída de Debbie da cadeia com a promessa de bom comportamento e de que ela se afastaria de sua família, que estava praticamente toda envolvida com roubos. Após sair da prisão, ela faz alguns furtos pequenos e até se aloja em um hotel aproveitando a saída de um casal de sua suíte – coisa simples, coisa fácil. Quando se reencontra com a sua velha amiga, Lou, que aqui é interpretada pela maravilhosa Cate Blanchett (“Carol”, “Blue Jasmine”) – essa mulher rouba toda cena em que ela aparece, por mais simples que seja –, Debbie resolve abrir o jogo sobre qual o seu próximo grande plano e como ele seria grande. Plano esse que ela passou mais de cinco anos e oito meses planejando ele enquanto estava na cadeia.

Daqui para frente “Oito Mulheres e Um Segredo” segue aquela vibe de procurar as personagens perfeitas para completar o grupo e preencher cada espaço necessário no plano de Debbie. As personagens são bem diferentes entre si, o que dá um contraste legal para cada uma de suas habilidades no filme, mesmo quando elas são somente pontuais.

É um elenco de peso. Além das atrizes citadas anteriormente, ainda temos Rihanna (Valerian: A Cidade dos Mil Plantetas), Mindy Kaling (Uma Dobra no Tempo), Sarah Paulson (American Crime Story), Awkwafina (Vizinhos 2), Helena Bonham Carter (Alice Através do Espelho) e ainda conta com a belíssima Anne Hathaway (Colossal). Todas entregam boas atuações, um tempo cômico bacana e uma boa interação entre elas tornando a vibe do filme bem leve.

A história do filme funciona bem. Em alguns momentos eu tive a sensação de que eles sentaram em uma mesa, observaram tudo o que deu certo no primeiro filme da trilogia Ocean e começaram a esculpir o novo roteiro – já que o filme segue a mesma estrutura – e foram bastante cuidadosos em não deixar nenhum furo de roteiro aparente ou algum buraco que não possa vir a ser preenchido. É um texto simples, mas bem definido. É o “basicão”.

oito mulheres e um segredo

Mas não foi só o roteiro que bebeu da estrutura do primeiro filme, a direção de Gary Ross é muito inspirada no visual que Steven Soderbergh trouxe para “Onze Homens e Um Segredo”, só que o que poderia ser a tentativa de uma homenagem ao diretor, acabou parecendo uma cópia não tão boa quanto a original. Gary Ross é um diretor muito competente, mas faltou uma assinatura no filme que fosse dele de verdade.

“Oito Mulheres e Um Segredo” é um filme bacana, é legal de assistir, não é muito pretensioso, nem inovador. Ele segue bem a linha que decidiu tomar e entrega tudo direito, sem erros que saltam os olhos ou acertos que nos façam vibrar. O longa tem bons momentos, nada excepcional, mas, ainda assim, vale o ingresso.

 

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Jardas Costa

PontoCaster, fã da DC e da Marvel (não DC vs Marvel), apreciador de um bom kalzone e sempre esperançoso por toda obra que está por vir, porque todo bom filme é uma boa forma de se compartilhar a vida.