Rumo à Guerra Infinita: O Incrível Hulk (2008), o médico e o monstro

Depois do primeiro longa realizando por Ang Lee, que não foi lá um sucesso nas bilheterias, o segundo filme lançado pela Marvel Studios é dele, o Gigante Esmeralda, um dos heróis mais famosos do Universo Marvel: o Incrível Hulk.

o incrível hulk

Título: O Incrível Hulk (“The Incredible Hulk“)

Diretor: Louis Leterrier

Ano: 2008

Pipocas: 8/10

Após sofrer um acidente numa experiencia com Raios Gama, Bruce Banner (interpretado por Edward Norton) recebe uma maldição que impregna suas células o transformando num monstro de uma força implacável. O filme traz a incessante busca de um homem desesperado pela cura da tal maldição. A aventura se inicia em terras brasileiras, onde vem à procura de uma erva que promete amenizar a radiação gama em seu corpo, mas é constantemente caçado pelas forças armadas lideradas pelo General Thunderbolt Ross (William Hurt), pai de sua ex-amada Betty Ross (Liv Tyler).

O filme conta com muitas referencias ao famoso seriado dos aos 70 que tornou o personagem tão famoso a ponto de criar (até onde eu sei, risos) o ditado popular “ficar verde de raiva.”. As referencias vão desde a transformação do herói que começa pelos olhos, até a voz do monstro verde, dublada pelo seu antigo intérprete Lou Ferrigno.

A trama se desenvolve através dessa relação de conflito entre o amor de Bruce por Betty e a perseguição de Ross pelo monstro. Nisso acabam se envolvendo outros personagens como Emil Blonsky (Tim Roth), um militar que após se deparar e confrontar de perto a tamanha magnitude de poder da fera verde, numa cena de ação memorável com direito a diversas artimanhas protagonizadas pelo Gigante Esmeralda, toma para si uma sede daquele poder que viu e se submete a alguns experimentos até se tornar o verdadeiro antagonista do longa.

Tudo aquilo que Bruce tenta não ser, apesar de perder o controle às vezes, está ali demonstrado na forma de seu inimigo. Um ser grotesco, lunático que pretende apenas espalhar a destruição. O Abominável. Uma fonte bruta e maligna de poder, com uma força equiparável ao protagonista. É ai que ele resolve agir como herói e mostra como pode ser útil em defender a Terra com seu poder massivo. A luta entre titãs acontece e esse é o ponto alto do filme. A porradaria come solta e sente-se fora da tela o peso dos golpes dados pelas duas feras em meio a cidade.

E adivinha quem vence após tomar um belo couro? Esse é um dos pontos negativos de “O Incrível Hulk”: ele não arrisca, é apenas um filme para introduzir o herói nos cinemas. E nem é por isso que é ruim. Um filme normal, com boas cenas mostrando o melhor que o herói sabe fazer: dar porrada. Mas ainda acho que o personagem não teve o filme solo que merece nos cinemas…

…mesmo com aquela cena pós-crédito que nos dá um gostinho do que estava por vir.

stark

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Marvete declarado, Editor de Podcast e juramentado ao canal de culinária medieval Cozinha dos Tronos.