O Hobbit – A Batalha dos 5 Exércitos (2014)

“One day I’ll remember. Remember everything that happened:

the good, the bad, those who survived…

and those that did not.”

Título: O Hobbit – A Batalha dos 5 Exércitos (“The Hobbit – The Battle of the 5 Armies”)

Ano: 2014

Diretor: Peter Jackson

Pipocas: 6/10

O terceiro e último filme de Bilbo Baggins e companhia limitada começa onde o segundo acaba. O dragão lendário Smaug foi acordado e agora ele vem para trazer destruição para as pessoas da pacata Cidade do Lago. Logo de início, o filme já mostra a que veio e, como tudo indicava, esta última parte da trilogia seria mesmo uma grande cena de ação contendo os desfechos finais para as tramas da jornada inesperada começada no lançamento da franquia em 2013. Isso significa três cosias: 1) efeitos especiais muito legais; 2) muitas boas cenas de batalhas; 3) uma quantidade bastante reduzida de diálogos. Mas tudo bem. Nada de novo de baixo do sol, afinal de contas, o que esperar de um livro (curto e para crianças) transformado num épico à lá Senhor dos Anéis, dividido em três adaptações cinematográficas?

O primeiro combate da película é entre Bard (Luke Evans) e Smaug (Benedict Cumberbatch – voz e movimentos). Os efeitos de Smaug são incríveis, o fogo, a voz, a movimentação. Entretanto, a batalha contra o dragão lendário acaba incrivelmente rápido e de uma forma que, no mínimo, denuncia um descuido com a direção. Bard usa o ombro do próprio filho para atirar uma flecha gigante em Smaug e, aparentemente, os dois estão “de boa”  com a ideia. Inclusive, pelo peso e tamanho da flecha, o menino deveria ter ao menos sofrido algum tipo de ferimento leve ao fim da cena, em vez de sair incólume. A questão é que, talvez, a primeira batalha decepcione porque criou-se toda uma mística por trás de Smaug e, quando, aparentemente, ele não oferece tanta resistência a Bard (apesar do monstro devastar toda a cidadela), é até normal sentir um pouco de frustração.

O ponto acima pode dividir muitas opiniões, mas algo sobre O Hobbit que acredito ser de comum acordo entre todos os amantes da saga é a total falta de necessidade para o romance proibido entre o anão Kili (Aidan Turner) e a elfa Tauriel (Evangeline Lilly). Na mais superficial análise da sub-trama, logo se vê que ela não adiciona absolutamente nada à história como um todo e, além disso, nos “presenteia” com closes excessivamente açucarados e várias cenas que forçam a comoção da audiência, mas não conseguem (o que é deprimente). Em última instância, todos os detalhes sobre o casal culminam em nada, no abismo do esquecimento do roteirista, o que reforça ainda mais a ideia de que a historinha de amor não era realmente importante.

Um outro “detalhe” que pode deixar o espectador um pouco impaciente é o fato de Legolas, primeiramente estar no filme e pagar de MacGyver da Terra Média (tem umas coisas que até para o mundo Fantástico ficou ridículo). Talvez todas as queixas a respeito do Elfo (Orlando Bloom) culminem no fato de que ele, que nunca ficou sem flechas em nenhum dos filmes de Peter Jackson, não tem a bendita flecha justo naquele momento em que mais precisa. De fato, percebe-se que Jackson não quis se arriscar nenhum pouco na direção desse filme e acabou usando alguns dos clichés mais clássicos de filmes de aventura para agradar e prender o público.

Por fim, o filme, apesar de não ser um fechamento de trilogia à altura de O Retorno do Rei (quase que inevitável comparação), é um excelente entretenimento para a família, com batalhas épicas, paisagens maravilhosas e vários momentos em que a honra entre companheiros é enaltecida .

P.s Bilbo é muito mais legal que o Frodo.

Editado pelo Erik Avilez

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