O Fantástico Mundo dos Covers (Parte 2)

Então, gostaram da primeira parte desta lista? Viu como o nhoque de ricota com espinafre ficou bom? Quem imaginou que uma música folclórica como Whiskey In the Jar faria um tremendo sucesso com uma banda de Thrash Metal? Ou talvez que o grunge do Pearl Jam cairia tão bem em Last Kiss?

Citei anteriormente o extinto (infelizmente) Estúdio Coca-Cola da MTV quando falei de Fresno cantando Evidências, mas não foi somente nesse mundo que o programa passou. Bacana foi ver – e também ouvir – o Babado Novo até então com Cláudia Leitte nos vocais cantando um de seus maiores sucessos, Bola de Sabão, juntamente com o CPM 22. Saiu de cena o axé com percussão pra entrar em ação a bateria furiosa de Japinha, a guitarra pesada de Wally e a voz explosiva de Badauí.

Covers
Uma pena tal programa ter acabado, pois pra amantes de covers e de misturas musicais improváveis, era um prato cheio. Falando em prato cheio, volto a fazer uma menção ao reality culinário MasterChef. Mais especificamente a um jurado: Henrique Fogaça. Por diversas vezes, ele insistentemente diz a alguns participantes com ideias mais mirabolantes que menos é mais. E na música isso também faz todo sentido. Às vezes por um ou dois acordes ou um instrumento diferente adicionado em algum ponto crucial da música, faz toda a diferença, como se fosse aquela pitada de sal esquecida em meio à montagem do prato que fez com que isso o tirasse do mezanino e o levasse pra prova de eliminação depois da avaliação dos jurados.

Vamos acompanhar mais cinco dessas misturas que não deram tão certo assim em sua versão original, mas que após alguns temperos, fizeram um tremendo sucesso.

MARACATU ATÔMICO
Da parceria entre Nelson Jacobina e Jorge Mautner surgiu a composição de Maracatu Atômico, gravada originalmente por Gilberto Gil em 1973. Mas não foi com Gil que o Maracatu foi imortalizado. Chico Science ao lado da Nação Zumbi em 1996 foram os responsáveis por tal feito.

 (Gilberto Gil)

I WILL ALWAYS LOVE YOU
A rainha do country Dolly Parton gravou originalmente I Will Always Love You em 1974, justamente no gênero que a consagrou. Mas aí, em 1992, veio Whitney Houston e a regravou para a trilha sonora do filme O Guarda Costas. Bom, o resultado todo mundo já conhece.

 (Dolly Parton)

I LOVE ROCK ‘N ROLL
Certamente quando você escuta a frase “I love rock ‘n roll”, vem a sua cabeça a voz de uma mulher. Sim, isso mesmo. Essa frase dá nome a um dos hinos do bom e velho rock n’ roll, que foi lançado em 1982 na voz de Joan Jett & The Blackhearts e fez um enorme sucesso. Tamanho foi o impacto desse lançamento, que I Love Rock ‘n Roll, colocou o álbum homônimo de Jett em segundo lugar nos Estados Unidos e fez a música ser a 35ª mais tocada nas rádios brasileiras. O que poucos sabem é que o pai da criança que deu esse enorme sucesso a Joan Jett foi a banda inglesa The Arrows, que lançou a música em 1975.

 (The Arrows)

COMO NOSSOS PAIS
Elis Regina marcou uma geração com sua interpretação de Como Nossos Pais, mas, na verdade, sua composição vem de outro célebre intérprete da música brasileira: Belchior. Como Nossos Pais, veio do álbum Alucinação lançado em 1976 pelo cantor cearense.

 (Belchior)

EMOTION
Escrita por Barry Gibb um dos integrantes do Bee Gees, Emotion foi gravada originalmente por Samantha Sang ao maior estilo disco groove em 1977 contando com backing vocals do próprio Barry. Mas foi em 2001 no álbum Survivor que Beyoncé e suas companheiras de Destiny’s Child trouxeram todo charme de suas vozes e para colocar Emotion no topo das paradas.

 (Samantha Sang)

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