Primeiras Impressões – The Exorcist (2016)

The Exorcist é uma série produzida pela FOX, baseada no livro do William Peter Blatty e no filme O Exorcista de 1973. Tem uma narrativa própria que consiste no drama de uma família em que Angela (Geena Davis de “Os Fantasmas Se Divertem”) é a matriarca e cujo marido Henry (Alan Ruck de “Curtindo a Vida Adoidado”) tem problemas mentais, com sua filha Casey (Hannah Kasulka de “The Fosters”), que é estudiosa e atleta, e a filha Katherine (Brianne Howey de “Revenge”), uma garota perturbada que se isola cada vez mais.

O Exorcista

O piloto da série peca pelo tanto de informação que passa ao telespectador. Nele se dá um início no passado do padre Tomas Ortega (Affonso Herrera de “Sense8”), na pequena paróquia do subúrbio de Chicago, e sua pequena “ligação” com o padre Marcus Keane (Ben Daniels de “House of Cards”), que trabalha no bairro podre da Cidade do México e tem sua fé abalada devido a um exorcismo que terminou mal. Enquanto ocorrem flashbacks dele, o ponto principal da série já é escancarado: Angela pensa que algo demoníaco está na sua casa e atormentando Katherine, portanto, logo procura Tomas com suas suspeitas.

O piloto não tem nada de diferente do que estamos acostumados em filmes do gênero: cheio de clichês, jumpscares e um efeito pobre de CGI do pássaro mais adorado do terror, o corvo. Dentro de suas limitações, não chega aos pés do terror encontrado no filme de 1973; nunca iremos esquecer o rosto destruído de Reagan, feito apenas com maquiagem, bonecos e truques de iluminação. Ainda assim, a caracterização da pessoa possuída no piloto está bem feita na série, e a maneira como ela se move, olha, fala e sua desfiguração também são dignas de destaque.

O Exorcista

O grande ponto positivo foi no sótão em que Tomas se vê frente a frente com a filha possuída, cena muito bem dirigida e com ótima fotografia. Quem gosta desse estilo deve dar uma chance à série; o piloto, apesar, de cheio de acontecimentos e sem novidades, lhe dá no seu finalzinho aquela sensação de mistério e gostinho de quero-mais dessa história que já teve uma surpresa. Isso, claro, sem contar a nostalgia; quando toca a música do filme original, é impossível ignorar.

Talvez a série não passe a impressão de durar mais do que uma temporada, mas a história tem potencial se for bem desenvolvida. É o que esperamos! Será que veremos mais do Pazuzu, esse demônio que nos atormenta há anos quando nossas mães nos avisavam pra não ver esse clássico do terror? Cola no PontoJão que no fim da temporada voltamos com a análise completa do primeiro ano da série.

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Este texto foi escrito por Lenise Moretti, rainha das séries (boas e ruins), membro do Cantinho Sentimental, do Vilacast, tuiteira (twitter.com/lelemoretti) e fotógrafa no Instagram (@lenisemoretti).

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erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.