Minions (2015)

“Uh, banana!”

Minions Movie Poster

Título: Minions

Diretor: Pierre Coffin/Kyle Balda

Ano: 2015

Pipocas: 7/10

Uma das coisas mais legais de se ter esse espaço para falar de filmes depois de vê-los é a oportunidade de se olhar por trás das cortinas que nós mesmos colocamos. Digo isso porque sempre achei que o fator “história” era crucial para que eu aproveitasse um filme, independente se o mesmo é de ação ou animação – e filmes como “Divertida Mente” provaram coisas semelhantes. Mas aí eu vi “Minions” ontem à noite, e foi muito bom estar errado.

“Minions” conta a história dos personagens homônimos que surgiram na animação “Meu Malvado Favorito” (2010) como servos do vilão Gru. Aqui vemos suas origens e aprendemos que eles precisam servir um vilão para sentirem-se realmente felizes, e que a ausência de uma chefia maligna leva os Minions à um vazio existencial. Ao deparar-se com isso, o Minion Kevin convoca Bob e Stuart para partirem numa missão em busca do maior vilão do mundo, para devolver à sua tribo o seu propósito e a alegria de viver.

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E é isso. Ainda assim, esse “isso” é tão puramente divertido que não há como não se entregar para o filme. O filme tem o cuidado de não pressupor que a audiência conhece quem os Minions são, de forma que se dedica a fazer os personagens serem simpáticos e adoráveis desde o início. Para aqueles que já estão familiarizados com os saltitantes amarelos, a introdução acrescenta uma camada legal ao conhecimento que já tínhamos.

A dinâmica dos Minions funciona tão bem que os momentos menos interessantes do filme são aqueles que focam nos personagens humanos. Sabia-se que seria necessário ter uma baliza nesse sentido para que o público pudesse ter uma relação maior com o filme; ainda assim, mesmo um personagem muito bom como o Gru, nos dois filmes do “Meu Malvado Favorito”, teve problemas ao perder os holofotes para os carismáticos comedores de banana.

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Por falar em banana, o idioma dos Minions é um show à parte. É divertidíssimo perceber as palavras e expressões em inglês, italiano, francês e espanhol no meio dos discursos desconexos. Outro grande prazer no filme está na pura beleza dos visuais, algo cada vez mais intenso nas animações. As texturas, principalmente dos tecidos, estão excelentes, e o filme se mostra impecável na sua arte.

Até o 3D é bom, pasme você! Um dos primeiros longas em algum tempo no qual o efeito de profundidade é usado para complementar todo o filme, e não só para ficar jogando coisas nas nossas caras. Percebemos a dimensão com clareza em múltiplas cenas, o que enriquece bastante a experiência.

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“Minions” é um filme que te ganha pelo absoluto carisma. É complicado se ater à história e aos personagens secundários (que o são em todos os sentidos) quando Kevin está tentando ser o cara correto, Stuart está sendo descolado e Bob está sendo… O Bob. Fica a ressalva de que não sentimos falta de um elenco de apoio, mas como insistiram para que esse existisse, ele poderia ter sido melhor. De qualquer forma, a diversão é pura e simples, e é impossível não deixar o cinema falando “banana torpedo”.

Obs.: nos créditos, Michel Teló fez uma versão em português da música tema dos Minions, e até ela ficou bacana. Droga de filme legal que me fez gostar do Michel Teló. Fica com ela aí na cabeça também, trouxa.

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erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.