MesaGeek #20- Saudosismo Gamer

Recentemente, em meio à minha falta de internet, me peguei encarando minhas coleções de livros e DVDs. Foi legal lembrar das histórias que cada filme, série e livro tinha e saber que tenho eles à mão para lembrar de coisas específicas em momentos onde não posso contar com minha internet foi uma sensação bem bacana. Porém isso me fez lembrar da lista de jogos que já joguei – e aí eu entendi porque o público gamer é tão saudosista.
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Diferentes dos livros e filmes, você não pode abrir um jogo em uma parte específica para se lembrar de alguma coisa específica. Na verdade, os jogos costumam marcar mais pelas sensações geradas durante o tempo que ele é jogado do que por sua história em si, e isso é impossível de se resgatar. “Mario” se tornou a franquia de mais sucesso do mundo dos jogos com a história mais simples e banal do mundo, porém milhares de pessoas ainda jogam seus antigos jogos, mesmo com versões mais atuais, pelo puro prazer de tentar resgatar aquele sentimento.

Mas muitos vão a extremos e insistem em dizer que já não se fazem mais jogos como antigamente. Falam que hoje se paga muito e se joga pouco apesar de toda tecnologia. As franquias, quando acham uma formula de sucesso, não abandonam o estilo em suas continuações por medo de perderem os jogadores que insistem em sentir a mesma sensação que eles sentiram da primeira vez que jogaram o primeiro título. Isso nem sempre é bacana, como tudo os jogos devem continuar evoluindo encantando de modos diferentes. Porque essa é sua grande diferença dos livros e filmes. A dinâmica de poder ser completamente diferente a cada uso.
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O saudosismo é algo bem legal – eu mesmo não abandono meu velho Donkey Kong de Super Nintendo. Mas ainda assim, sem o risco que a Nintendo correu lançando Donkey Kong 64, eles jamais teriam emplacado um dos melhores jogos de sua história. Como eu já disse o saudosismo é muito bom, mas ele não pode ser tudo.

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