Mesageek #16 – Até onde vai a variação das histórias

Recentemente tive o grande prazer de jogar meu primeiro jogo da nova geração de consoles: Until Dawn. Jogo de terror que se baseia na teoria do Efeito Borboleta, que pode ser melhor conhecida através do filme de mesmo nome, e trabalha a variação da história através de diferentes escolhas de ação em momentos chaves da história. O que basicamente nos põe na pele do protagonista de um filme e faz com que o rumo que a história segue caia totalmente a nós. E funciona maravilhosamente bem com a proposta do jogo, fazendo com que o jogador controle individualmente os personagens da história através das cenas e tente manter o maior numero deles vivos enquanto estes são perseguidos por psicopatas e forças sobrenaturais.

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Tudo bem que isso não é novidade nenhuma no mundo dos jogos, estando ai com força desde o primeiro Fall Out, porém foi a primeira vez que pude jogar um jogo de Story Tale (estilo de jogo focado na história e variações dela), ao invés de jogos que simplesmente utilizam dessa ferramenta. Devo dizer que o estilo me pegou muito bem, apesar das existentes nas ramificações da história, mesmo no jogo que afirmou que todas as decisões geravam caminhos únicos diferentes. Acredito que falta investimento mais pesado na tecnologia para permitir maior variedade de escolhas e de alterações, tornando o gênero muito mais imersivo e divertido para o jogador que finalmente poderá sentir que está mudando a história de verdade e que qualquer pequena decisão tomada influencie no futuro do jogo.

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Outros jogos também conseguem usar isso de forma reduzida muito bem , como o próprio Fall Out que já citei, e a franquia de Dragon Age que eu venho tanto a amar. Apesar de um número menor de finais diferentes, comparados a jogos de Story Tale,  creio que as micro variações nos jogos que usam a Ramificação de História apenas como uma das ferramentas do jogo já estão muito melhor aplicadas que as contrapartes que decidem usar como carro chefe, o que me é levemente preocupante. Pois assim o jogo presenteia o jogador com detalhes inesperados que são muito bacanas de se notar no decorrer do jogo.

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Porém de todo modo eu venho a esperar ansioso por uma produtora que acerte em cheio nesse tema, e enquanto espero venho a depender do jogo que consegue aproveitar as variações de história da forma mais perfeita de todas e que está por ai a décadas já. Tenho esperanças que não venha a demorar muito para que consigam adaptar sua clássica formula para os consoles, se bem que consigo compreender a dificuldade de simular algo tão bom como a capacidade criativa e de adaptação de um Mestre de RPG de Mesa em um jogo de plataforma. Mas em um mercado onde cada vez mais as coisas custam dinheiro, felizmente ainda posso dizer que sonhar não custa nada.

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