MesaGeek #11 -Simulação, Futebol, Política e Pizza

Eu posso afirmar que não sou um grande fã de futebol, mas como todo brasileiro tenho essa febre que corre em minhas veias de tempos em tempos, normalmente após o final das temporadas. Tenho muito disso devido ao tanto de jogos futebolísticos que consumi quando jovem. Jogos que iam desde o Internacional Soccer de Allejo e compania até os Fifas mais recentes, passando por Brasfoots, Elifoots e Fifa Managers da vida inclusive. E esse ano não foi diferente. E eis que vejo que novamente é ano politico em diversos clubes, o que apenas alimenta as rodas de conversa.

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Em meio a especulações e promessas de campanha, vemos a total loucura dos ditos profissionais da área e mais ainda daqueles que vem a comentar sobre isso. Ideia megalomaníacas e desbalanceadas que parecem sair das mentes de adolescentes jogando seu primeiro Dream Team. Não acho que seja possível que profissionais que tenham dedicado sua vida a estudar um mercado como o do Futebol moderno caiam em vacilos que eu em meus 22 anos jogando Fifa sei que são furada.

A questão é que na verdade o Futebol Brasileiro peca muito em sua falta de profissionalismo; não que um diretor ou outro que não tenham conhecimento algum da área não consigam levar para frente com apoio – basta ver esse jovem que nenhum conhecimento de crítica possui e já está em sua 11ª coluna semanal. Mas de todo modo, profissionalismo é crucial em qualquer área, seja no futebol ou até mesmo na politica… Que já é outro assunto que me faz pensar devido a toda essa grande confusão que está nosso cenário nacional.

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O Brasil sofre da ausência de grandes profissionais que segurem o mercado. Várias cidades que administrações parecem feitas por jogadores iniciantes de Sim City, seja devido a incompetência ou outros tipos de atos, mas que claramente demonstram falta de capacidade de gestão e estratégia dos mesmos. Obviamente que sei que todos esses Simuladores que passei não chegam perto do que é uma gestão real e suas variações, mas todos eles trabalham com a capacidade lógica e estratégica do jogador, fazendo com que pensemos a cada dois passos antes de tomarmos o primeiro. E principalmente nos jogos somos imunes a qualquer tipo de interesse próprio, seja ele nosso ou de terceiros, o que torna tudo muito mais limpo e tranquilo do que normalmente é.

Mas o que eu gostaria de falar de verdade na coluna de hoje é sobre como estamos fraquejando no nosso planejamento, e como aqueles que ainda se mantêm em sua projeção e plano de ações costumam crescer. Isso nos faz lembrar da nossa querida presidenta com sua maravilhosa “vamos deixar a meta em aberto e quando batermos a meta, dobraremos a meta”. Para onde iremos com nosso navio à deriva? Em que isso vai dar? Para vocês eu não sei, mas meu jantar acabou de chegar e, para mim, acabou em pizza.

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Do cult popular ao pop culto: PontoJão é o lugar para você ir além do senso-comum. Seu ponto além da curva.