Resenha: Meninas Malvadas (2004)

“Isso é tão barro.”

Mudar de colégio pode ser uma mudança bastante traumática para alguns. Nessa época geralmente acreditamos que a parte mais importante de nossa vida se resume ao ambiente escolar, e algumas vezes isso pode ser verdade. Nossos amigos estão lá, a maior parte de nosso tempo é usado naquele lugar. Além de que é nessa fase que começamos a ver o mundo da forma que ele realmente é, não é mesmo? Isso é o que você vai descobrir no mundo selvagem das “Meninas Malvadas”.

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Ontem foi 3 de Outubro (Dia das Garotas Malvadas) e, com o anúncio do musical oficial do filme, calhou revisitarmos o mundo selvagem das escolas. Baseado no livro “Queen Bees and Wannabes”, “Meninas Malvadas” (“Mean Girls”) é considerado por muitos (inclusive por este que vós escreve) como um dos melhores filmes adolescentes de todos os tempos. Junto à Cady (Lindsay Lohan), filha de zoólogos que retornam aos EUA depois de anos morando na África e que nunca estudou em um colégio público, somos apresentados ao estranho mundo das futilidades do colegial americano. Em um ambiente comandado pela “abelha rainha” Regina George (Rachel McAdams, de “True Detective”), e por suas amigas Gretchen (Lacey Chabert) e Karen (Amanda Seyfried, de “Mamma Mia”).

Cheio de figuras carimbadas em produções desse estilo como as meninas populares, os atletas, os nerds, o grupo dos “esquisitos” – sempre abusando desses clichês e do exagero para mostrar a forma que esses grupos se relacionam. O humor sarcástico, inicialmente bobo, vai se tornando cada vez mais ácido e eficaz, não só em criticar esse universo, mas também toda a sociedade, por conseguinte.

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A figura das meninas populares é certamente a parte mais interessante do longa. Fúteis, pouco inteligentes e muito mais preocupadas com suas reputações que qualquer outra coisa, elas roubam todas as cenas em que aparecem, principalmente a atualmente oscarizada Rachel McAdams (que evolução, não é mesmo?), que consegue representar muito bem a verdadeira bitch sem parecer forçada. Outro ponto positivo é Lindsay Lohan, que certamente devido aos seu muitos anos na TV antes disso, viaja muito bem entre os diferentes tons de sua protagonista.

Ainda hoje, 12 anos após seu lançamento, o filme continua atual e tem como seu maior feito ter caído no gosto  dos jovens. Não é difícil achar pela internet afora (beijos Tumblr) pessoas enaltecendo a rainha Regina, dizendo que colocarão o nome de alguém no “Livro do Arraso”, lembrando de cenas icônicas como a dança ao som de “Jingle Bell Rock” ou citando as frases “isso é tão barro”, “se você é da África, por que você é branca?” ou “Regina George trai o Aaron Samuels toda quinta na sala de projeção, em cima do auditório”.

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Divertido e extremamente eficaz no que se propõe, “Meninas Malvadas” certamente merece todo o sucesso que o rodeia desde o lançamento. Um filme que para seu público-alvo que continua muito bom mesmo sendo visto inúmeras vezes e que se mantém atual com o passar do tempo. Posso garantir que caso você deixe esse filme sentar com você, você ainda vai gostar muito. Um filme muito barro.

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Lucas Bulhões

Estudante de programação que odeia programar e que se arrisca a escrever nas horas vagas. Sonha em conhecer todo mundo sem ao menos conhecer a si mesmo. Libriano não praticante.