O PontoJão escolhe o que vimos de melhor em 2017

Parece que foi ontem, mas 2017 passou voando. Ao longo do ano, nossas amadas e amados leitores acompanharam aqui conosco, através das mais de 350 páginas de conteúdo produzidas pela nossa equipe, muitas e diversas obras de entretenimento. Muitas vieram e não ficaram, outras se despediram, e algumas geraram polêmica – e, não menos importante, também tivemos aquelas que deram o gosto até de rever. Dito isso, nós do PontoJão decidimos reunir alguns dessas obras, na nossa opinião, como o melhor em 2017, não necessariamente lançados esse ano, que conferimos em filmes, séries, álbuns, literatura e afins. Ficaram curiosos? Então, venham, pois foi feito com muito carinho.

Erik Avilez

Escolher só três obras de destaque para todo o ano de 2017 é bem complicado. Trabalhando aqui no PontoJão como editor-chefe, eu consumi muita coisa diretamente e indiretamente, através dos textos que revisei. Assim, separei três coisas que entram como meu melhor em 2017. Menções muito honrosas: “It – A Coisa“, “Moana“, “GLOW” e, principalmente, “La La Land”, que eu falei aqui e aqui como me impactou e falou comigo.

Hibike! Euphonium

hibike! euphonium

Não sou nem nunca fui um cara muito de animes, mas por recomendação do Albero eu assisti “Hibike! Euphonium”, e foi uma das melhores escolhas que fiz nesse ano. Vencendo o preconceito, conheci a obra do famoso estúdio KyoAni, que mistura música e uma beleza artística impressionante sobre o pano de fundo de uma história simples num colégio. Embora eu ainda não tenha superado completamente minha rejeição aos narutos, “Hibike!” é, certamente, parte da minha seleção de meu melhor em 2017, sendo tecnicamente perfeito e simples em sua trama.

Review (2014-2017)

review

Você já se perguntou como é cometer um assalto, se divorciar ou participar de uma orgia mas é covarde ou sensato demais para tentar essas coisas? Não se preocupe: o apresentador do programa “Review”, Forrest MacNeil, vai ter essa experiência e lhe contar como foi, dando nota de 1 a 5 estrelas. Uma comédia diferente de tudo o que você já viu, “Review” é divertida, cruel e brilhante, tanto pela atuação de Andy Daly quanto pelo seu roteiro exemplar. Série concluída com três curtas temporadas.

Feud: Bette & Joan (2017)

feud 1

A mais nova série de Ryan Murphy (de “Glee” e “American Horror Story”) é “FEUD”, uma antologia sobre as grandes rusgas da história. A primeira temporada girou em torno de Bette Davis e Joan Crawford, duas das maiores atrizes da história de Hollywood que se odiavam profundamente e foram obrigadas a trabalharem juntas no perigeu de suas carreiras, no filme “O Que Aconteceu com Baby Jane?”, para voltarem a ser relevantes na indústria. Com atuações impressionantes de Susan Sarandon e Jessica Lange no papel de Davis e Crawford, respectivamente, “FEUD” é uma joia da televisão que passou desapercebida por muita gente, mas que merece mais atenção e respeito. Uma das melhores séries do ano.

 

Felipe Oliveira

Eu, o Corajoso, confesso que não consegui conferir tudo e até o momento, ainda estou tentando compensar os atrasos. Mas o que eu pude assistir, pontuo, com toda certeza, como obras incríveis e memoráveis. Segue minha seleção de top 3 do melhor em 2017.

Em Ritmo de Fuga (2017)

Ah, vá. É mesmo? Sei que parece manjado, mas “Em Ritmo de Fuga” foi maravilhoso para mim, principalmente para alguém que não é muito familiarizado com filmes voltados para o gênero de ação. Até com o hype é muito difícil eu conferir. Então, o que me levou a assistir Baby Driver no cinema? O motivo é simples: a música. Assim que soube como a música iria fazer parte da trama, foi o suficiente para criar a curiosidade para saber no que se resultaria, sem falar no elenco de peso que o compõe.

No final, criar expectativas valeu muito a pena e, se pudesse, pagaria mais uma vez pelo ingresso só pela experiência de apreciar sua excelência através da música.

Power Rangers (2017)

Assim que soube que o clássico de nossas infâncias, “Power Rangers“, iria ganhar uma nova versão no cinema pela Liongaste, não poupei as expectativas e determinei que compraria o ingresso logo na semana de estreia, mesmo se fosse para conferir uns Rangers com roupagens baseadas na armadura do Homem de Ferro numa trama à la Sessão da Tarde – felizmente, foi mais que isso.

Ainda que que as cenas de ação nostálgica tenham sido rápidas e poucas e as discussões sobre uma possível sequência estejam rolando, “Power Rangers” valeu muito a pena e o seu roteiro se mostrou muito mais maduro do que esperávamos. Para isso, o trabalho em explorar os seus personagens foi excepcional, como também a base que tornou o longa significativo e muito além do que apenas mais uma reprodução manjada do bem contra o mal.

Quem é você, Alasca? (2005)

Não, o livro não foi adaptado. O Corajoso aqui, depois de mais de um ano que comprou o livro (acreditem), depois de muito adiar e ir se aventurando em outras leituras, decidiu conferir a história por trás do primeiro livro de John Green.

Sem dúvidas, ler o primeiro livro do Green depois das suas demais obras tornou tudo diferente. A história que gira em torno de Alasca Young, Miles Halter, companhia e o Grande Talvez foi ousada e provocativa, e com certeza o tenho como um dos melhores livros do Tio Verde. Como o seu primeiro livro, “Quem é você, Alasca?” pode fazer rir, e chorar, sempre de maneira espontânea e tocante.

 

Guilherme Albero

Made in Abyss (2017)

Anime desse ano que trouxe uma “cara nova” para o gênero. Fazia muito tempo que não surgia um desenho de fantasia pura, ainda mais com um universo tão rico e uma arte tão linda. Facilmente se tornou um dos melhores em 2017 e marcou a indústria.

Kong: A Ilha da Caveira (2017)

Eu amo monstros gigantes e fazia tempo que não saia um filme tão divertido do gênero. Assim como o anime acima, este deu uma revitalizada no gênero, introduzindo uma porrada de monstros para filmes que estão por vir.

Just Bring It (2017)

Álbum da banda japonesa Band-Maid. Eu sempre ouvir muito J-Rock, mas eu acabei sem querer me distanciando. Esse álbum que descobri sem querer me trouxe de volta para o gênero e eu tenho ouvido muito mais músicas japonesas desde então.

 

Jardas Costa

Stranger Things 2 (2017)

Bem, 2017 não me gerou tantas surpresas absurdas, acho (algumas decepções, sim, mas não é esse o tema). Ainda assim, sem dúvidas uma série que definitivamente me cativou e me deixou muito animado para ver mais desse universo foi “Stranger Things 2”.

Uma história muito bem amarrada, mais uma vez contando com uma boa direção, as atuações que me deixaram pensando “bicho, mas que criança usada, pô”, e a mesma vibe de nostalgia com um universo que parece melhor a cada vez que eles mostram alguma coisa nova. Acho que posso dizer com segurança que “Stranger Things” se tornou uma das minhas séries favoritas!

Crombie – Ao Vivo no Teatro Municipal de Niterói (2014)

A segunda obra que me trouxe um tempo bem bacana enquanto eu a acompanhava foi um CD da banda “Crombie”. Beleza que eu já tinha descoberto antes, mas me trouxe um dos melhores momentos de paz e sossego em tempos escutando um bom som. Sem falar que a vibe leve deles é sucesso em quase toda ocasião.

mãe! (2017)

Em terceiro lugar, não seguindo nenhuma ordem específica, vem um dos filmes pode ser, para mim, o melhor em 2017, me deixando louco e precisando conversar sobre ele. “mãe!” me trouxe uma das experiências que eu mais curti no cinema – mesmo que no começo eu tenha me sentido meio perdido, risos. Uma grande alegoria de duas horas que me deixou nervoso, tenso, de certa forma assustado e bastante reflexivo. Revi uma vez e ainda achei pouco.

 

Jão Fiorot

Delacroix Escapa das Chamas (2009) – Edson Aran

O romance é uma história tresloucada sobre como o crítico de arte Wagner Krupa sofreu um golpe e perdeu todos os seus direitos e dinheiro. Para melhorar, a história se passa num futuro distópico em que cidadãos são chamados consumidores e as cidades são chamadas de Shopping Cities.

Mundo Freak Confidencial

Não é um podcast novo, mas eu nunca tinha ouvido até então. Me diverti muito enquanto ouvia sobre assuntos que mais despertam meu interesse, como ocultismo e coisas bizarras. Mereceu meu lugar de destaque como parte do meu melhor em 2017.

Ponyo (2008)

Não costumo gostar de filmes “good vibes”, mas essa animação é simplesmente irresistível de tão adorável. Tudo nela é lindo: a mensagem sobre o valor e a raridade que é ter uma amizade verdadeira, como amizade é um sinônimo para amor, os desenhos, os personagens… Enfim, tudo é feito para emocionar de uma maneira positiva.

 

Leandro Bezerra

Game of Thrones – Sétima temporada (2017)

No cabo de guerra entre adoradores e odiadores, minha força está com os últimos. “Game of Thrones” ainda é uma das minhas séries favoritas. A sétima temporada foi importante para mim, como um pretenso escritor, por mostrar que o virar de uma página pode levar história e caminhos incríveis, mas também pode jogá-la na direção da mesmice. Talvez não mereça o posto de “melhor em 2017”, mas certamente merece seu destaque.

The Handmaid’s Tale (2017)

Sem dúvida a melhor coisa que vi esse ano. Uma série que não usa rodeios nem eufemismos para falar de sexualidade, abusos, política e da sociedade em geral. A série calhou de surgir num momento em que resto do mundo e eu questionávamos o real impacto televisivo/cinematográfico no cotidiano e o limiar entre ficção e realidade.

Cowboy Bebop (1998-2003)

melhor em 2017

Não me interesso muito pelo mundo dos animes, mas esse foi um achado de sucesso. “Cowboy Bebop” é diferente por aplicar conceitos simples em uma história que em outras mãos seria complicada. É o tipo de produção que mostra uma fração do universo e faz você querer conhecê-lo por inteiro. Embora não seja um anime infantil, me causa a sensação da liberdade imaginativa de uma criança.

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E você que está terminando de ler esse texto, o que você teve de melhor em 2017 que vale a pena conferir? Diz aí nos comentários, ou no nosso grupo no Telegram e/ou do Facebook!

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Felipe Oliveira

Gosto de tudo um pouco, mas me limito em não arriscar muito e talvez escrever seja o meu momento mais sincero no qual posso expor minhas ideias e pensamentos.