Primeiras Impressões – Love, Nina (2016)

A autora Nina Stibbe escreveu o livro “Love, Nina” que contém cartas que ela mandava para sua irmã, e que agora, serviram de base para o roteiro da série. Nessas cartas ela descrevia situações cômicas de quando trabalhava como babá dos filhos de Mary-Kay Wilmers, editora do jornal London Review of Books.

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Love, Nina é uma minissérie do canal britânico BBC que estreou dia 20 de maio de 2016 no Reino Unido e possui 5 episódios de uns 30 minutos. Criada por Nick Hornby (autor de “Alta Fidelidade”) e dirigida por S.J. Clarkson, é ambientada na década de 1980 e acompanha a vida de Nina (Faye Marsay, a assassina rival de Arya na última temporada de “Game of Thrones“), uma jovem que decide deixar sua cidade natal Leicester e se mudar para Londres, onde começa a trabalhar como babá dos filhos de Georgia (Helena Bonham Carter, de “Alice no País das Maravilhas“).

Nina tem 20 anos, é uma mulher moleca, sem muita preocupação com vestimenta e, acredite se quiser, adora andar descalça até mesmo na rua. A série é contada através de suas cartas para a irmã e começa com sua entrevista para ser babá – cena essa muito interessante e bem diferente do que imaginávamos ser, até porque ela não tem experiência com crianças. Georgia, mãe solteira e trabalhadora, dá um duro danado para cuidar de seus filhos e mantê-los na linha, o que ao longo do piloto podemos ver o quão difícil isso é.

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Joe (Ethan Rouse) e Max (Herry Webster) são crianças muito inteligentes; você até se assusta com o nível de seus conhecimentos e com a naturalidade que brincam sobre DSTs e sexo. Não param de falar, vivem discutindo e são fanáticos por futebol. São bem divertidos, arrancam boas risadas e você torce para que eles continuem deixando as pessoas sem graça com tamanha cara de pau.

No piloto também somos apresentados a Malcolm Tanner (Jason Atkins, de “Psychoville”), um escritor vizinho de Georgie e que está sempre na casa dela, inclusive nas refeições. Ele é um intelectual bem ranzinza e não dá um descanso para Nina, daquele tipo de chato que você pensa “caramba, cara, dá um tempo”. A babá precisa juntar todas as suas forças para não xingá-lo, mas é no seu olhar que podemos sentir aquela raiva de atacar o pescoço.

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“Love, Nina” tem um ritmo lento, é divertida e leve, com aquele humor britânico que possui seu próprio timing e menos obviedade. A fotografia é linda, detalhes cuidadosos nas cenas, trilha sonora deliciosa e atuações pra ninguém botar defeito. Se está buscando algo leve e de fácil e divertida absorção, essa série é sob encomenda para você – com amor, da Nina.

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Este texto foi escrito por Lenise Moretti, rainha das séries (boas e ruins), membro do Cantinho Sentimental, do Vilacast, tuiteira (twitter.com/lelemoretti) e fotógrafa no Instagram (@lenisemoretti).

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erikavilez

Erik (sem C) é escritor, roteirista e dançarino de hula profissional lá fora. Aqui dentro, Erik é redator-chefe e comercial do site, além de criador, host e editor do PontoCast, o podcast carro-chefe da casa.