Lista #4 – 10 filmes que completam 10 anos em 2015.

2005: Está tão perto e tão longe ao mesmo tempo. 74ee58ead13e4c10f19c1c40724aee6e

Se você tinha um celular, era um dos poucos da sala e se fosse um Motorola V3 ou um Nokia 5200 era o mais requisitado para que todos pudessem experimentar a câmera, os jogos e ouvir música. O luxo era ter o recém-lançado Xbox 360 ou um notebook, mas independente de se identificar ou não com essas atividades contemporâneas, o cinema já apostava em tramas não muito diferente das atuais. Provavelmente, você foi no mês de estreia de algum desses filmes no cinema ou aguardava ansiosamente a chegada dos títulos da locadora, o fato é que alguns desses longas ao serem revistos dão uma nostalgia… Poisé meu caro, DVD era algo comum, remake com gosto duvidoso já era um preceito para a crítica e os quadrinhos adaptados pro cinema já reinavam nas bilheterias mundiais. O Resenhas.Jão listou dez filmes que completam 10 anos em 2015.

Batman Begins (“Batman Begins”)

O filme marca o inicio da bem sucedida franquia “The Dark Knight”, para mim a melhor triologia de super-herói do cinema.

batman Gotham City está criada de uma forma atual e tão verossímil que você realmente acredita que ela existe, a Wayne Enterprises, o Asilo Arkham, o GCP, a Penitenciária Black Gate e todos os ambientes criados para a adaptação estão impecáveis e torna o recinto tão grande quanto seu protagonista. Os vilões Espantalho e Ra’s Al Ghul prendem a atenção em toda aparição.

Batman, que nessa origem está cada vez mais humano, é complexo, tem anseios e fraquezas, e suas emoções e sentimentos estão à flor da pele, o que contribui para  aproximá-lo  da realidade, ao contrário do órfão bilionário presente na quadrologia iniciada por Tim Burton e Michael Keaton.

Christian Bale faz um ótimo papel, mas sinto que não teve tantas dificuldades e pressão como outros atores ao serem anunciados como o dono do capuz, mas o filme vale o tempo e o entretenimento é garantido. Dramático, claustrofóbico e sombrio são suas maiores qualidades, modificando tudo o que concebemos como filmes de heróis.

Harry Potter e o Cálice de Fogo (“Harry Potter and the Goblet of Fire”)

O tom sombrio é cada vez mais presente na série que começou com o garotinho que brincava com um cavalinho num quarto embaixo da escada. No quarto capítulo da franquia, o interessante são os eventos que ocorrem paralelamente ao ano letivo no universo mágico de Hogwarts. Além das tradicionais aulas, temos a Copa Mundial de Quadribol, um torneio entre escolas, bailes e o suspense cresce de forma interessante na saga mais ignorada pela academia. HP4 O filme marca a evolução dá série nos cinemas e o tom sombrio prevalece nos cartazes e na fotografia, os novos personagens empolgam e o retorno de Lord Voldemort amplifica o ritmo da série e empolga para ver os próximos títulos. A trilha sonora, como sempre na série, está espetacular.

O Segredo de Brokeback Mountain (“Brokeback Mountain”)

Pode ser considerado um marco nos filmes gays. Conquistou grande reconhecimento e repercussão pelo público e conseguiu agradar a crítica possivelmente por sua grandiosidade artística. brokeback mo O roteiro sentimental e cru se transforma numa história emocionante através das mãos de Ang Lee, que comanda o filme de maneira excelente, sem exagerar no melodrama. As atuações são um presente ao telespectador, desde os admiravéis Jake Gyllenhaal e Heath Ledger até as coadjuvantes, todos concedem atuações memoráveis que convencem todo o amor que o filme transmite em suas duas horas.

Para alguns “inassistível”, para outros excessivamente polêmico, Brokeback Mountain se assegura como uma obra-prima para quem realmente ama cinema, sendo ele gay, hétero ou bissexual. O final contundente é um verdadeiro soco no estômago.

Sr. e Sra. Smith (“Mr. & Mrs. Smith”)

Protagonizado por Angelina Jolie e Brad Pitt, “Smith” tem ação, comédia, libertinagem e uma química absurdamente enorme entre os protagonistas, o que deixa ele mais acessível a pessoas que não são fãs de filmes do gênero ação. mr and mra smith O casal mais badalado de Hollywood, que deve o seu casamento ao diretor Doug Liman por ter escalado ambos para os papéis dos agentes secretos, estão com uma liberdade muito grande diante das câmeras e a química entre os dois chama muita atenção pela simplicidade e espontaneidade.

O filme tem a pegada Sessão da Tarde e, apesar da sensualidade, estão presentes clichês cenas de explosões, sequências de ação muito bem filmadas e coreografadas e um diferencial pode ser o fato das piadas funcionarem de forma franca, assegurando o longa como uma boa opção para ver acompanhado, seja de amigos ou família.

King Kong (“King Kong”)

Com um orçamento gigantesco e um ilustre elenco, Peter Jackson deixa a Terra Média e embarca em um remake que impressiona por sua grandiosidade, King Kong. King-Kong-Movie-HD-2005 A história que todos já conhecem tem uma repaginada deslumbrante e pode ser equiparado ao filme de 1933. No longa somos brindados com uma belíssima produção, que contém ação, fantasia e emoção que ao se unir com um trabalho impecável nos efeitos visuais, deixa o filme muito interessante de se assistir. As interpretações são um ponto favorável, mas com certeza o que mais chama atenção no filme é a criatura. Dez anos depois de seu lançamento é difícil achar filmes com que pode se comparar a estética e o uso do motion capture (esse último visto recentemente com o Hulk de Os Vingadores).

Acerta por brincar com seus clichês e soa muito mais como uma homenagem aos filmes dos anos 30 do que como uma tentativa de modernizar o clássico, que conquistou o público justamente pelo fato de ser simples e fabulesco. A ressalva seria apenas a duração, eu tiraria 50 minutos fácil da edição final, não atrapalharia o desfecho, mas Jackson adora tirar horas de nossas vidas com suas magníficas produções.

As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (“The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe”)

Entre as adaptações de HQs do ano houve espaço para a adaptação do clássico de C.S. Lewis, o mundo de Nárnia finalmente foi para as telonas de todo o mundo. narnia2 O filme, definitivamente, honra e está a altura do livro de Lewis, uma das melhores adaptações que acompanhei. A produção impressiona muito, com os seus cenários e atuações, que estão impecáveis desde os quatro protagonistas a seus coadjuvantes animais falantes, “Nárnia” sem dúvida marcou seu lugar na cultura pop, como outras grandes produções dos estúdios Disney. O carisma do filme é imenso, todos sentem vontade de entrar em seu guarda-roupa e conhecer o mundo de Nárnia e tomar chá com o Sr. Tumnus.

Exalta-se também a fotografia que é impecável e a trilha sonora grandiosa, ganha pela emoção e é a melhor opção para filmes infanto-juvenil e família pelas lições de vida e relacionamento que o filme aborda.  O autor ficaria orgulhoso da obra, sem dúvidas.

V de Vingança (“V for Vendetta”)

Brilhante por seus ideais e por sua excelente aula de história, filosofia, sociologia e política, “V” se assegura como um filme que teria tudo para ser pesado e alternativo, mas se tornou popular de um jeito que ninguém dentro da Warner imaginava. v-for-vendetta Ele é inspirador e lindo! As referências a grandes gênios do mundo moderno como Goethe e Shakespeare só enaltecem o trabalho bárbaro na pesquisa e adaptação dos quadrinhos da DC Comics. O filme crítica o regime totalitário, o poder do medo e como isso pode ser usado como uma arma de manipulação contra a própria população, o preconceito, a intolerância contra religiões e a influencia da mídia na submissão de grandes massas. Uma verdadeira obra de arte, que deve muito também a seus protagonistas, que inspiram um desejo de um mundo de liberdade.

Sin City: A Cidade do Pecado (“Sin City”)

Filmaço ou falaço? O filme que reuni 3 dos maiores diretores de Hollywood divide opiniões até hoje entre a crítica e os fãs, mas afinal vale a pena? Sin City

Eu diria que sim, a maneira como foi filmado é um grande atrativo, eu nunca vi uma estética  como essa em outro filme, os ângulos, os planos, os quadros, a iluminação, as cores, enfim, todos os elementos presentes em cena são calculadamente executados quase que de um forma orquestral. O roteiro poderia ser um pouco melhor e algumas cenas de perseguição podem incomodar e parecer exaustivas. Sem mais é uma verdadeira série de pervertidos, vingadores, policiais, bandidos, prostitutas, algozes e vítimas nem um pouco indefesas. Personagens apaixonados e apaixonantes, amáveis e odiáveis. A ligação entre as histórias é muito interessante e um dos pontos fortes do filme.

Madagascar (“Madagascar”)

Filme que se destacou no segmento de animações em 2005 e deu origem a uma franquia da Dreamworks que já possuía sua menina dos olhos com Shrek, “Madagascar” ofuscou todas as animações daquele ano. mada

Tudo bem que crianças não iriam pegar as referências de “Os Embalos de Sábado à Noite” e “Beleza Americana” e o filme de certa forma sofre com a falta de um vilão, já que  atrama se desenvolve baseada nos conflitos dos próprios personagens, mas talvez tenha sido essa fórmula diferenciada que fez do filme um sucesso de bilheteria. A grande sacada da animação é a troca de papeis e estereótipos e quase uma Zoomorfização. O leão que deveria ser um dos responsáveis e levar a diante aquele discurso já visto em “O Rei Leão” consegue ser o mais despreparado e desastrado de todos e isso segue com todos os outros animais. As desventuras ambientalizadas em Nova York e na famosa ilha do continente africano garantem uma boa diversão a todos.

Guerra dos Mundos (“War of the Worlds”)

Mais um remake em 2005, dessa vez nas mãos do gênio Steven Spielberg, “Guerra dos Mundos” apresenta uma nova roupagem de alienígenas invadindo a Terra. war A fidelidade em relação ao original é mantida, possui cenas interessantes e outras nem tanto, o trabalho da câmera presente no filme é muito bom, técnica que depois foi usada por outros cineastas, aproveita o máximo de tomadas longas a fim de evitar cortes. A fotografia de destruição e efeitos visuais empolgam para terminar de ver o filme, Tom Cruise e Dakota Fanning criam uma relação engraçada e descontraem a guerra que envolve os Estados Unidos. Não é um dos melhores de ficção científica, mas talvez o melhor de invasão alienígena.

Até a próxima!

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