Roleta de Discos: A Sétima Efervescência (1997) – parece brincadeira, mas não é

Dentre nomes mais ou menos conhecidos do rock nacional, provavelmente você já ouviu falar sobre Júpiter Maçã (ou Júpiter Apple). Se não vou ouviu, vou deixar que uma imagem fale mais do que mil palavras. Assista a essa entrevista, depois volte para o texto.

Júpiter Maçã se tornou um ícone da cena musical do Rio Grande do Sul graças a sua irreverência e ao fato de sempre ter evitado os lugares comuns na hora de compor suas canções. Cobrindo a carreira do cantor dos anos 80 e início dos anos 90 estão as bandas TNT e Os Cascavelletes. Mas, em 1997, Júpiter lança seu primeiro disco solo, A Sétima Efervescência. Musicalmente falando, o estilo do álbum se assemelha aos Beatles durante seu tempo de psicodelia e à fase do Pink Floyd que teve Syd Barrett nos vocais.

Júpiter Maçã

Contudo, as letras são em português e, muitas vezes, usam palavrões e linguagem pornográfica. Isso sempre foi uma marca de Júpiter em suas bandas e, assim, considera-se que ele tenha criado o “pornô rock” da cena musical gaúcha. Alguns destaques desse disco são os seus singles “Um Lugar do Caralho”, “Eu e Minha Ex”, “Miss Lexotan 6mg Garota”, “As Tortas e as Cucas” e “Querida Superhist x Mr Forg”. Para quem gosta de um som bem humorado e na vibe dos anos 60, LSD, “sexo, drogas e roc n’ roll”, este é um álbum agradável.


Vem conversar com a gente no nosso “grupo secreto” lá no Facebook ou no Telegram.  

E se estiver gostando do nosso trabalho, apoie-nos no Padrim.

The following two tabs change content below.
Hippie com raiva.