Rumo à Guerra Infinita: Homem de Ferro 3 (2013) foi uma decepção alada

Após o mega sucesso de “Os Vingadores” a Marvel inicia a sua Fase 2 com um filme um tanto polêmico que até hoje divide opiniões. Com seu herói mais carismático e com um vilão “meia-boca”, surge “Homem de Ferro 3”.

homem de ferro 3

Título: Homem de Ferro 3 (“Iron Man 3“)

Diretor: Shane Black

Ano: 2013

Pipocas: 6/10

Começamos o filme com o passado de Tony (Robert Downey Jr. interpretando ele mesmo), num congresso de 1999, onde Stark ignora completamente, no melhor estilo babaca de ser, o cientista feioso Aldrich (Guy Pearce), para passar uma noite com uma bióloga gata. Essa é Maya (Rebecca Hall), criadora da Extremis, um tipo de substância capaz de regenerar membros e fundir biologia com tecnologia. Já no presente, o terrorista Mandarim (Ben Kingsley) anda tocando terror no mundo, de um jeito parecido com o Bin Laden, como o inimigo número um dos EUA.

Tony está sofrendo de estresse pós-traumático por quase ter morrido nos eventos de “Os Vingadores”. Por esse trauma ter sido tão grande, ele começa desenvolver diversas tecnologias e constroi quase cinquenta armaduras para caso precise de ajuda num situação de risco.

Os ataques do Mandarim continuam a aterrorizar a população. Happy (Jon Favreau), o glorioso motorista e amigo de Tony, acaba ferido em um desses ataques. O milionário acha que é uma boa ideia comprar a briga e, em rede nacional, desafia o terrorista para uma treta em sua própria casa. Resultado: sua mansão é destruída, Pepper (Gwyneth Paltrow) quase morre e ele, por falta de opções e para não morrer, foge.

Assim como a mansão de Tony, “Homem de Ferro 3” só despenca. Stark tenta recuperar sua armadura quebrada e investigar os ataques mas, no desenrolar dos fatos, acaba se hospedando na casa de uma criança gênio. Ele descobre, com a ajuda de Rhodes, que os ataques foram causados pelo Extremis já que quando o organismo do hospedeiro recusa a substância o corpo explode. Inclusive, devem ter injetado essa parada no roteiro do filme, pois ele também é uma bomba.

Depois de usar suas artimanhas como inventor – uma boa sequência no filme – Tony finalmente chega ao covil do maligno, perverso e terrorista Sérgio Malandro, também conhecido como Mandarim. Porém, tudo não passa de uma armação: o Mandarim que aparece na televisão amedrontando a população e mundo não é nada mais que um ator bêbado. O hype que foi criado sobre o personagem nos trailers era enorme e diziam que “Homem de Ferro 3” teria um dos maiores vilões da Marvel. Bom, na verdade acabou sendo a maior decepção do estúdio.

Capturar

Enfim. Stark é capturado, Pepper é feita de refém e cobaia para o Extremis. O Homem de Ferro consegue se livrar de sua prisão graças a Jarvis, que manda uma armadura à pronta-entrega para o patrão. Após muitas cenas de ação, surge uma das melhores do filme: o resgate dos passageiros do avião. Tudo isso era parte do plano de Aldrich Killian para comandar os EUA, mas antes do plano ser executado por completo, Stark surge com o maior fanservice de toda a franquia: 42 armaduras voando e lutando ao mesmo tempo para derrotar toda a facção terrorista.

O filme acaba com Stark explodindo todas as armaduras, tirando o Reator Arc do peito, dizendo que irá começar tudo do zero e que ele é o Homem de Ferro. Enfim, é resumidamente um blockbuster com boas cenas de ação e belos efeitos especiais, mas com história bem fraca e decepcionante. “Homem de Ferro 3” também mostra como Robert Downey Jr. cresceu ao ponto de “forçar” o estúdio a incluí-lo em nos filmes para agradar o público, mas já saturou. A expectativa ajudou na decepção da maioria das pessoas e, agora, revendo o filme com calma, chega até ser “assistível” – mas não muito mais que isso.

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Marvete declarado, Editor de Podcast e juramentado ao canal de culinária medieval Cozinha dos Tronos.