Rumo à Guerra Infinita: Homem de Ferro 2 (2010) e o domínio de Downey Jr.

Armaduras, explosões, Tony Stark sambando na cara do governo, Máquina de Combate, Viúva Negra e muito rock. Tudo isso é encontrado no segundo filme do Sentinela Dourado e o terceiro da Marvel Studios. Esse é “Homem de Ferro 2”.

homem de ferro 2

Título: Homem de Ferro 2 (“Iron Man 2“)

Diretor: Jon Favreau

Ano: 2017

Pipocas: 7/10

Depois de assumir ser o Homem de Ferro no final do primeiro filme, Tony Stark agora enfrenta problemas de saúde, com o álcool e também por ter revelado sua identidade ao mundo. Mais uma vez é hora de se reinventar, e essa capacidade do personagem é mais uma vez muito bem explorada pelo diretor Jon Favreau. O Reator Arc encontrado no peito do herói, que antes o mantinha vivo evitando os retalhos de uma bomba atingissem seu coração, agora o está envenenando. Além disso, surge um novo vilão para confrontá-lo.

Na trama de “Homem de Ferro 2”, o vilão russo Ivan Vanko ou Chicote Negro (Mickey Rourke) busca vingança por seu pai ter tido ideias supostamente roubadas pelo pai de Tony no passado. Junto a ele também está Justin Hammer (Sam Rockwell), como antagonista e dono das Indústrias Hammer, a concorrente direta das Industrias Stark. Juntos unem forças para derrotar o Homem de Ferro.

Além de tudo isso, o protagonista tem que enfrentar o governo que quer tomar suas armaduras por representarem uma ameaça à América. Os motivos do governo são facilmente rebatidos por Tony numa cena dominada por Robert Downey Jr., com o argumento de “eu sou o Homem de Ferro. A armadura e eu somos como um”, e “eu privatizei a paz mundial”.

Universo Cinematográfico Marvel continua se expandindo e Nick Fury (Samuel L. Jackson) dá as caras definitivamente para apresentar com mais abrangência a Iniciativa Vingadores e fazer com que Stark pare de agir como um bêbado maluco que está prestes a morrer e se concentre em arranjar uma cura para o problema de intoxicação que está sofrendo pelo Reator Arc.

Nisso, ele entrega a Tony alguns arquivos da S.H.I.E.L.D onde o pai do protagonista deixou algumas pistas para o heroi desvendar e encontrar um novo elemento. Depois de uma bela cena de “reencontro” entre pai e filho através de um vídeo gravado décadas atrás, Tony começa a trabalhar, constroi um acelerador de partículas na sua casa com a ajuda de seu computador J.A.R.V.I.S. e cria esse novo elemento, que é adicionado ao Reator Arc. Isso para o envenenamento de Stark e salva sua vida.

“Homem de Ferro 2” basicamente se define na disputa pelas armaduras no tribunal, na qual Robert Downey Jr. engole todos em cena com seu carisma e capacidade de ser um idiota. Ele é a melhor coisa do filme. Não são as armaduras, as piadas ou as cenas de ação que dão o toque final, mas sim a atuação monstruosa do protagonista, o qual é – e sempre será – a melhor coisa dos filmes do Cabeça de Lata. A definição do motivo pelo qual o governo não pode ter as armaduras em seu poder também pode ser usada para definir a relação entre Downey Jr. e Tony Stark: os dois são um, e tentar compreendê-los separadamente é um exercício infrutífero.

E, para fechar “Homem de Ferro 2” com aquela referencia gloriosa já deixando o gancho para o filme a seguir, surge na cena pós-créditos o martelo do Deus Nórdico mais amado da Marvel:

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Marvete declarado, Editor de Podcast e juramentado ao canal de culinária medieval Cozinha dos Tronos.