Rumo à Guerra Infinita: Guardiões da Galaxia (2014) – Ooga chaka!

No meio de 2014 chegou aos cinemas provavelmente a maior surpresa da Marvel Studios desde o primeiro filme do “Homem de Ferro“. Um filme descontraído, bem humorado, com uma trilha sonora ESPETACULAR e muita ficção cientifica. Esse era “Guardiões da Galáxia”.

Título: Guardiões da Galáxia (“Guardians of the Galaxy“)

Diretor: James Gunn

Ano: 2014

Pipocas: 9/10

Enquanto a DC andava em círculos e dizia que alguns de seus personagens eram complexos demais para o cinema, a Marvel Studios anunciou um filme com um guaxinim falante com metralhadora. Mais uma vez estavam apostando em heróis de “segunda linha” e mais uma vez o tiro foi certeiro. 

O filme conta a história do ladrão Peter Quill (Chris Pratt, de todo lugar agora), o Senhor das Estrelas, que se une com outros foras da lei para tentar vender um artefato milionário. No desenrolar da história, o grupo descobre com o que estão lidando e devem tomar a decisão de fugir com o rabo entre as pernas ou salvar a galáxia. Não é preciso ter assistido o filme para saber qual decisão foi tomada, mas ainda assim o filme não é clichê ou previsível.

Um ponto fortíssimo de “Guardiões da Galáxia é que tudo ocorre com fluidez, desde o encontro dos antiherois fora da lei até a decisão de trabalharem juntos e suas descobertas. Tudo ocorre com naturalidade dando imersão total e nunca fazendo o espectador parar para pergunta como ou porque cargas d’água determinadas ações foram tomadas. As piadas também são incrivelmente bem colocadas e extremamente engraçadas. Muito filme de comédia não me faz dar tanta risada.

Com personagens fortes, bem estruturados e com “motivações compráveis”, é muito fácil se relacionar com eles. Destaque nesse ponto para a relação palpável entre Rocky e Groot que muito lembrou a de Han Solo com Chewbacca. Ver “Guardiões da Galáxia” foi como assistir “Star Wars” pela primeira vez. Não estou dizendo que ele veio substituir a franquia ou que será a nova mania mundial, mas a diversão, a sensação de descobrir um novo universo e as emoções foram as mesmas.

Sei que eu deveria ressaltar pontos negativos para balancear o texto, mas eu fiquei apaixonado por praticamente cada aspecto do filme. Os efeitos especiais são de primeira, todas as cenas são à luz do dia, contando com coreografias bem feitas e avançando trama geral do universo cinematográfico da Marvel. O vilão está longe de ter o carisma do Loki, mas ainda assim é imponente e realmente passa a sensação de que nossos heróis estão em problemas. Enfim, a DC vai ter que comer muito arroz com feijão, malhar e ainda usar a Manopla do Infinito para tentar chegar perto do que a Marvel realizou com este filme.

E o filme se encerra com uma das, se não a melhor cena pós credito da Marvel, representando tudo que esse filme faz a gente sentir, um bebe alien árvore dançando Michael Jackson:

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Marvete declarado, Editor de Podcast e juramentado ao canal de culinária medieval Cozinha dos Tronos.